A trajetória de Criciúma, iniciada há 146 anos por um grupo de cerca de 150 imigrantes que desbravaram a mata para fundar a comunidade, foi o tema central das celebrações promovidas pelo Governo Municipal nesta terça-feira (6). O evento reuniu descendentes das 22 famílias pioneiras e a comunidade atual para uma programação que exaltou a fé, a memória e a cultura local.
As atividades tiveram início às 8 horas com uma missa solene na Catedral São José, localizada no Centro da cidade. Durante o ato, o prefeito Vagner Espindola ressaltou a relevância de honrar o passado para garantir o progresso futuro. Segundo ele:
“Mesmo após as celebrações do Centenário de Emancipação, é fundamental manter viva a memória dos colonizadores que, com trabalho, coragem e perseverança, construíram Criciúma desde os seus primeiros passos. Honrar essa história é também assumir o compromisso de cuidar do futuro da nossa cidade”.
O vice-prefeito, Salésio Lima, também reforçou o valor simbólico da festividade:
“Essa homenagem é essencial para valorizar a história dos povos que deram origem a Criciúma e reforçar o respeito às nossas raízes, transmitindo esse legado às futuras gerações”.
Dando continuidade às homenagens, foi realizado o tradicional corte do bolo de 146 quilos, uma referência direta aos anos de história da colonização. O momento de partilha entre autoridades e o público serviu para simbolizar a união e a persistência dos primeiros moradores. Sobre o significado da data, a presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Cristiane Maccari Uliana Zappelini, declarou:
“O dia 6 de janeiro é um marco da nossa história, pois reforça a identidade cultural de Criciúma e valoriza as raízes históricas que moldaram o município ao longo de mais de um século. Celebrar essa data é reconhecer a trajetória dos povos colonizadores e preservar a memória que construiu a nossa cidade”.
A celebração foi encerrada com apresentações que evidenciaram a diversidade étnica da região. O público assistiu ao grupo de Terno de Reis da Próspera e a espetáculos de dança folclórica organizados pelo projeto Sete Origens, da Associação Cultural Vidas Esperança. Estudantes de escolas municipais representaram as culturas alemã, espanhola e negra, demonstrando a riqueza das tradições locais. Cristiane Zappelini finalizou destacando o impacto social do projeto:
“O projeto Sete Origens cumpre um papel fundamental ao valorizar a história das etnias colonizadoras de Criciúma, ao mesmo tempo em que contribui para a formação cultural e cidadã das crianças e adolescentes. Por esse motivo é tão simbólica a participação deles nas celebrações dos 146 anos de colonização”.












