A ciberdefesa, a inteligência artificial e a integração de dados tornaram-se elementos decisivos na geopolítica atual. Para discutir como essas inovações redefinem o cenário internacional e fortalecem a indústria, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), por meio do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (Condefesa), realizou na última quarta-feira (29) um webinar virtual reunindo especialistas para debater o novo tabuleiro global e as capacidades do país no setor.
Tecnologia como novo vetor de poder militar
Segundo informações divulgadas pela Gerência de Comunicação da FIESC, o especialista Vandyck Silveira enfatizou durante o encontro que o poder estratégico não se baseia mais exclusivamente em tropas e armamentos tradicionais. O uso de tecnologias assimétricas, a exemplo de drones e sistemas não tripulados, possibilita que nações com menor capacidade militar imponham resistência a grandes potências, promovendo uma equalização de forças no campo de batalha e alterando a lógica dos conflitos.
As necessidades da defesa brasileira
Ao analisar o contexto nacional, Silveira apontou lacunas na defesa antiaérea e antimíssil do Brasil. O especialista defendeu a modernização contínua das Forças Armadas frente ao avanço autônomo, destacando a ciberdefesa como uma área de excelente custo-benefício, pois permite alto impacto estratégico com menor investimento. O desenvolvimento de soluções próprias de conectividade e sistemas não tripulados foi apontado como o caminho para garantir a autonomia do país. Soluções de conectividade via satélite, como a Starlink, foram citadas como exemplos práticos de ferramentas que asseguram comando e controle em cenários sem infraestrutura terrestre.
O papel de Santa Catarina no setor de defesa
O avanço tecnológico, que inclui a computação quântica aplicada ao campo de batalha, exige maior integração entre o setor acadêmico e a indústria de defesa para o estímulo de soluções. O presidente do Condefesa, Cesar Olsen, ressaltou o crescimento do estado neste mercado estratégico. “Santa Catarina deslocou o eixo Rio–São Paulo com a SC Expo Defense. O evento contribui para o desenvolvimento de uma base industrial de defesa forte, capaz de atender demandas e fortalecer a soberania, fazendo essa ponte entre indústria, inovação, Forças Armadas e academia”, afirmou Olsen.
Preparativos para a SC Expo Defense 2026
Como parte da estratégia de fortalecimento do setor produtivo e tecnológico, a FIESC programou a quarta edição da SC Expo Defense para os dias 21 e 22 de maio, na sua sede em Florianópolis. O evento é focado em segurança e inovação tecnológica, com o objetivo de conectar indústrias, startups, centros de pesquisa, governo e forças de segurança para a geração de novos negócios e parcerias.











