Um incêndio de grandes proporções mobilizou o Corpo de Bombeiros por 13 horas consecutivas nesta quinta-feira (18), em Balneário Gaivota. O fogo, que começou pela manhã, consumiu uma área de aproximadamente 1,6 milhão de metros quadrados — dimensão comparável a cerca de 165 campos de futebol.
O chamado para a ocorrência foi registrado às 09h24, na Estrada Geral do bairro Lagoa Cortada. As chamas tiveram início em uma plantação de pinheiros destinada à extração de látex, mas, impulsionadas por ventos fortes, alastraram-se rapidamente para áreas de vegetação nativa, ameaçando avançar sobre comunidades locais e residências nos bairros Lagoa Cortada e Figueirinha.
Para controlar a situação crítica, foi montada uma verdadeira operação de guerra que uniu forças de toda a região. Atuaram no combate guarnições de Sombrio, Passo de Torres e Araranguá, além do apoio logístico da Defesa Civil de Santa Rosa do Sul. A Prefeitura de Balneário Gaivota enviou máquinas pesadas para a abertura de aceiros (faixas de terra sem vegetação), tática fundamental para interromper a linha de fogo e proteger as casas.
As equipes utilizaram cerca de 10 mil litros de água, além de batedores, bombas costais e sopradores para combater os focos em áreas de difícil acesso.
Apesar da magnitude do desastre ambiental, a estratégia de proteção funcionou: nenhuma residência foi destruída e não houve registro de feridos. O trabalho dos bombeiros se estendeu até a noite, finalizando com o rescaldo para evitar a reignição das chamas.
Embora o incêndio tenha sido controlado, moradores da região levantaram a suspeita de que o fogo possa ter origem criminosa. As causas oficiais, no entanto, deverão ser apuradas pelas autoridades competentes através de perícia.













