O Governo de Morro da Fumaça realizou, nesta segunda-feira (16), no Salão de Atos Octávio Naspolini, uma reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Limpeza e Desassoreamento do Rio Urussanga para alinhar o plano de trabalho e o orçamento das ações preventivas contra enchentes na região. O encontro reuniu prefeitos, deputados estaduais e lideranças do Sul catarinense para discutir medidas estruturantes que visam reduzir os impactos das cheias, que recorrentemente atingem comunidades e a produção agrícola em dez municípios abrangidos pela bacia hidrográfica.
Estratégias regionais para o desassoreamento
De acordo com informações da Prefeitura de Morro da Fumaça, a bacia do Rio Urussanga cobre uma área de 675,75 km², atravessando territórios fundamentais para a economia regional, como a pecuária, a rizicultura e a indústria cerâmica. A mobilização busca solucionar os prejuízos causados por alagamentos em áreas de plantio e pastagens.
Para viabilizar as obras, o prefeito de Morro da Fumaça, Eduardo Sartor Guollo, apresentou alternativas de gestão administrativa durante o evento. “Temos duas alternativas: a criação de um consórcio específico para tratar das ações no Rio Urussanga ou, para dar mais agilidade ao processo, aderir ao consórcio já existente por meio do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (CIM-Amrec). Essa estrutura já está organizada e possui experiência, pois desenvolveu boa parte do trabalho realizado no Rio Sangão”, explicou o chefe do Executivo.
Articulação política e cooperação entre municípios
A proposta de adesão ao consórcio da Amrec também abre espaço para a participação de cidades da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), ampliando o alcance da força-tarefa. O presidente da Amrec e prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, reforçou que a união em torno de uma pauta comum fortalece as demandas regionais junto a outras esferas de governo. “A Amrec está comprometida em contribuir para que esse trabalho avance de forma organizada, garantindo planejamento técnico e articulação institucional para que o desassoreamento do Rio Urussanga se torne realidade”, destacou Espindola.
No âmbito legislativo, os deputados presentes sinalizaram apoio para a captação de recursos estaduais. O deputado Rodrigo Minotto afirmou que a Assembleia Legislativa está atenta à demanda, pois o projeto envolve a segurança das famílias e a proteção da produção agrícola. Complementando a visão, o deputado Pepê Collaço ressaltou que “o desassoreamento do Rio Urussanga é uma reivindicação antiga da comunidade” e que o diálogo entre os prefeitos e o Estado é o caminho para soluções duradouras.
Planejamento técnico e etapas de execução
O encontro também serviu para a apresentação de um cronograma técnico elaborado pela UniSatc, que divide as intervenções no curso d’água em três fases distintas. A primeira etapa, de curto prazo, foca em ações emergenciais de limpeza com custo estimado em R$ 46 mil. A segunda fase consiste em um estudo técnico aprofundado sobre a dinâmica do rio, orçado em R$ 1,1 milhão. Por fim, o projeto executivo de desassoreamento e o licenciamento ambiental demandariam um investimento de R$ 89.620.
Como encaminhamento final, ficou definido que o CIM-Amrec prestará orientação técnica aos municípios vizinhos sobre o processo de adesão e informará sobre os recursos disponíveis para o início imediato da limpeza. O próximo passo envolve a contratação formal da UniSatc para o desenvolvimento do projeto técnico que servirá de base para as intervenções de longo prazo.












