O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, esteve em Turvo nesta quinta-feira (15) para participar do 10º Dia de Campo da Dagostin Sementes. O evento, realizado na comunidade de Ponte Alta, reuniu autoridades e produtores para discutir tecnologias para o campo, mas o foco principal se voltou para a grave crise econômica que afeta o setor orizícola catarinense. Em entrevista coletiva, o governador reconheceu as dificuldades enfrentadas pelos agricultores.
Acompanhado de lideranças como a deputada federal Geovânia de Sá e os deputados estaduais Zé Milton Scheffer e Tiago Zilli, Jorginho Mello ouviu relatos sobre a defasagem entre os custos de produção e o valor de venda do grão. Segundo dados apresentados no encontro, o custo da saca de arroz gira em torno de R$ 70 a R$ 80, enquanto o preço de venda tem ficado próximo de R$ 50.
“É infinitamente insuportável isso. Vende a 50 e custa 70”, afirmou o governador. Ele destacou que a solução depende de ações conjuntas com o governo federal, especialmente em relação às importações e acordos do Mercosul, mas garantiu empenho do Estado. “Já determinei ontem mesmo para ver o que nós podemos fazer sobre algum tipo de financiamento com juros subsidiados, a questão do ICMS e aumentar o consumo de arroz”, explicou. Jorginho sugeriu incentivar o uso do produto na merenda escolar e no sistema prisional.
Infraestrutura e segurança
Além da pauta agrícola, o governador comentou sobre os investimentos em infraestrutura na região Sul, citando o programa Estrada Boa e a retomada de obras importantes. Ao ser questionado sobre o acidente ocorrido na quarta-feira (14) na SC-447, envolvendo um bombeiro militar que foi atingido enquanto pedalava na ciclovia, Jorginho Mello lamentou o ocorrido e afirmou que verificará a situação da infraestrutura do trecho junto à pasta responsável.
O chefe do Executivo foi recepcionado pelo anfitrião Rogério Dagostin, presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Arroz Irrigado (Acapsa), pelo prefeito em exercício de Turvo, Laerte Casagrande, e pelo prefeito licenciado Heriberto Afonso Schmidt. Também marcaram presença o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, o presidente da OCESC, Vanir Zanatta, e o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Otimismo e tecnologia
Apesar do cenário econômico desafiador, o evento destacou a resiliência do produtor rural e a importância da tecnologia para aumentar a produtividade. O anfitrião Rogério Dagostin enfatizou a necessidade de união da classe política e produtiva para superar o momento.
“Essa crise do arroz vai passar. Mas a união dos agricultores, da classe, de todos os nossos políticos e da Epagri é fundamental”, declarou Dagostin. Ele projetou otimismo para o futuro, esperando uma safra de recuperação em 2026 e elogiando o trabalho de pesquisa que permitiu ao estado alcançar altos índices de produtividade por hectare.












