GeralIçara recebe estudantes medalhistas em torneio mundial

Içara recebe estudantes medalhistas em torneio mundial

Estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Maria Arlete Bitencourt Lodetti, de Içara, conquistaram três medalhas de bronze em uma competição internacional de matemática realizada recentemente em Bangkok, na Tailândia. O grupo, composto pelos alunos Henry Gomes Bardini Martins, Lorena Neuhaus Da Silva, Gustavo Marcolino Lodetti e Isabela De Almeida Martinho, representou o município e o Brasil na disputa acadêmica. A participação teve como objetivo integrar os estudantes ao cenário global de educação e testar conhecimentos em um ambiente de alta complexidade técnica, resultando em reconhecimento oficial pelo governo local após o retorno da delegação ao país.

Homenagens e recepção da comunidade escolar

De acordo com informações da Prefeitura de Içara, o retorno dos estudantes foi marcado por um desfile em carro aberto pelas ruas centrais da cidade, acompanhado pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil. A recepção incluiu a entrega de medalhas simbólicas, certificados e homenagens públicas. Para a prefeita de Içara, Dalvania Cardoso, o resultado reflete o investimento no setor educacional. “Recebemos essa notícia com muita alegria e orgulho. Esses estudantes representam o talento da nossa juventude e o esforço de professores, famílias e de toda a comunidade escolar. Eles levaram o nome de Içara para o mundo e mostram que, com dedicação e oportunidades, nossos alunos podem chegar muito longe”, afirmou a chefe do Executivo.

A Secretaria Municipal de Educação destacou que a vivência internacional contribui para o desenvolvimento pessoal dos jovens. Segundo a secretária da pasta, Nerilda Vandir Felisberto, a bagagem adquirida vai além do desempenho acadêmico. “Eles saíram daqui com um sonho e uma bagagem cheia de dedicação e esforço, e voltam com ainda mais conhecimento, depois de vivenciarem uma cultura tão diferente da nossa. Além das medalhas e certificados, eles trazem uma experiência que certamente vai marcar a vida deles”, declarou.

Desafios técnicos e nível da avaliação

A competição reuniu participantes de nações como Irã, Bangladesh, Indonésia, Taiwan, Filipinas e Vietnã. O exame foi aplicado em um auditório universitário e exigiu a resolução de 30 questões em um período de 90 minutos. Conforme o coordenador do Ensino Fundamental II, Ismael Dagostin Gomes, o nível de dificuldade foi elevado pelo fato de os enunciados estarem redigidos integralmente em língua inglesa.

“O país que vinha antes do Brasil era Bangladesh. Então eu já estava atento, esperando aparecer o próximo slide. Quando surgiu a tela com o Brasil, vimos ali os nomes dos nossos três estudantes. Foi uma explosão de alegria. Nós gritamos, choramos e corremos para a frente do palco para acompanhar eles recebendo a medalha. Foi um momento inesquecível”, relatou Gomes sobre o anúncio dos vencedores. O coordenador explicou ainda que a expectativa era cautelosa devido à complexidade da prova. “Imaginávamos que seria mais provável não conquistar medalhas do que conquistar. Por isso, quando vieram os resultados, a alegria foi ainda maior”, complementou.

Impacto na trajetória dos estudantes

Para a direção da unidade escolar, a conquista estabelece um novo patamar de motivação para os demais alunos da rede municipal. A diretora da EMEF Maria Arlete Bitencourt Lodetti, Juliana Carvalho, ressaltou o apoio das famílias e da equipe técnica no processo. “A gente ainda está vivendo tudo isso como um sonho. Só temos a agradecer à Secretaria de Educação, aos coordenadores, à equipe da escola e, principalmente, aos pais que confiaram em nós. Eles são pequenos, mas têm sonhos muito grandes, e ver essa conquista nos deixa extremamente felizes”, disse.

A experiência também foi valorizada pelos familiares que acompanharam o desempenho à distância. Lenise Diana Neuhaus da Silva, mãe da estudante Lorena, enfatizou o aspecto cultural da viagem. “É um orgulho imenso para toda a família, para a escola e para a cidade. Somos muito gratos pela oportunidade que eles tiveram. Não foi apenas a prova, mas toda a imersão cultural e a experiência que eles viveram”, concluiu.

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