O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) celebra 50 anos de operação de seu laboratório e do Programa de Monitoramento da Balneabilidade no litoral catarinense para garantir a segurança da saúde pública e a preservação ambiental. Criado em 1976, o serviço completa cinco décadas de diagnóstico ininterrupto, consolidando-se como um dos sistemas de análise de águas mais longevos do Brasil. Para marcar a data, o instituto lançou um vídeo institucional que detalha o rigor científico aplicado no controle da qualidade das praias do estado.
Histórico de monitoramento e impacto na saúde pública
De acordo com informações do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), a manutenção deste serviço público por meio século coloca o estado em posição de destaque no cenário nacional. O diagnóstico preciso permite atestar que, historicamente, mais de 70% das praias catarinenses permanecem próprias para o banho. Em áreas de grande fluxo turístico, esse índice chega a atingir 90%, desconsiderando pontos que apresentam problemas crônicos de poluição.
A transparência desses dados é apontada pela instituição como um fator determinante para a economia local, uma vez que atrai turistas com base na confiança sanitária. Além disso, o acervo de dados acumulado desde a década de 1970 serve como base estratégica para a formulação de políticas públicas e para a cobrança de avanços no saneamento básico das cidades costeiras.
Para o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior, a data reforça o papel social da autarquia. “Nosso objetivo é transformar conhecimento científico em informação acessível à população. Esse monitoramento é fundamental para proteger o litoral catarinense e garantir que moradores e visitantes possam aproveitar as praias com mais segurança, informação e consciência ambiental”, afirma o presidente.
Metodologia científica e parcerias técnicas
O monitoramento atual abrange 260 pontos da costa catarinense e é realizado em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC). O processo envolve desde a coleta de amostras no mar até a análise laboratorial rigorosa para identificar a presença de agentes contaminantes.
Critérios de análise e segurança dos dados
A classificação de um ponto como próprio ou impróprio não depende de um evento isolado, mas de um conjunto de fatores técnicos. Segundo o Gerente de Laboratório e Medições Ambientais do IMA, Marlon Daniel da Silva, o sistema segue as normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “A avaliação da balneabilidade não se baseia em uma única coleta. O resultado considera o histórico das últimas cinco análises, o que permite uma classificação mais segura e confiável para orientar a população”, destaca o gerente.
O Diretor de Controle, Passivos e Qualidade Ambiental do IMA, Diego Hemkemeier Silva, ressalta que o novo material audiovisual produzido pelo instituto busca aproximar o cidadão deste processo técnico. “O vídeo mostra de forma clara e acessível todo o processo de monitoramento da balneabilidade. Explicamos desde a coleta das amostras no mar até as análises realizadas no laboratório que determinam se um ponto está próprio ou impróprio para banho”, explica o diretor.
Transparência e conscientização da população
A modernização do serviço é evidenciada pela forma como os dados são disponibilizados ao público. Atualmente, o IMA utiliza placas físicas nas praias e ferramentas digitais, como QR Codes que direcionam os usuários ao site oficial e ao aplicativo CBMSC Cidadão.
Além do fornecimento de laudos técnicos, o instituto promove a campanha “Cuidar do mar começa pelo lar”. A iniciativa busca conscientizar a sociedade de que a qualidade das águas marinhas depende diretamente da gestão correta de resíduos e do tratamento de esgoto nas residências, reforçando que a preservação ambiental é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população.












