Acadêmicos do curso de Psicologia da Unesc participaram, na segunda-feira (4), em Criciúma, de um júri simulado sobre o julgamento do “Maníaco do Parque”, como parte da disciplina de Psicologia Jurídica. A atividade teve como objetivo aproximar os conteúdos teóricos da prática profissional, especialmente em relação à atuação do psicólogo no sistema judiciário.
Atividade simulou funções do processo judicial
De acordo com a Unesc, a proposta envolveu a distribuição dos estudantes entre personagens reais do caso, além da construção da narrativa, organização das falas e planejamento da dinâmica do júri. A experiência buscou ampliar a compreensão dos acadêmicos sobre o funcionamento de um processo judicial e sobre os diferentes papéis desempenhados nesse contexto.
A professora da disciplina, Laís Steiner, explicou que a atividade permitiu aos alunos vivenciar, de forma prática, as funções do psicólogo perito e do assistente técnico no Judiciário.
“Os alunos engajaram, se dedicaram, pesquisaram o caso e os papéis que envolviam todo o contexto. Estudaram o papel do psicólogo, qual a diferença do psicólogo perito e assistente, o que cada personagem poderia contribuir e o ensinamento de unir a prática com a teoria”, afirmou.
Experiência reforçou integração entre teoria e prática
Segundo a docente, um dos pontos mais relevantes da dinâmica foi a participação coletiva da turma. A ausência do formato tradicional de avaliação contribuiu para que os estudantes interagissem, colaborassem entre si e se concentrassem na interpretação dos papéis propostos.
“Todos estavam se apresentando na mesma hora, então todos se ajudavam, participavam, interagiam e se complementavam. Não tinha o viés de ‘estou sendo avaliado ou observado’, mas o papel do personagem mesmo e a entrega de cada um. Eu fiquei muito orgulhosa. Se caracterizaram, incorporaram os papéis e deram um show”, celebrou a professora.
Formação ampliada para atuação no judiciário
A iniciativa também possibilitou que os acadêmicos compreendessem melhor as relações entre Psicologia e Direito, observando como a atuação técnica pode contribuir para processos judiciais. Conforme a Unesc, a vivência buscou fortalecer a formação dos estudantes ao conectar conhecimento teórico, pesquisa, interpretação de papéis e análise das funções profissionais dentro do contexto jurídico.











