A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país caiu novamente e passou a indicar IPCA de 3,91% em 2026, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, em Brasília. A estimativa consta no Boletim Focus, que reúne projeções de instituições financeiras, e reflete a sétima redução consecutiva para o indicador.
De acordo com o levantamento, a inflação projetada permanece dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, fixada em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2027, a expectativa segue em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029 o mercado prevê inflação de 3,5% em ambos os anos.
Segundo a Agência Brasil, o comportamento recente dos preços foi influenciado por aumentos na conta de luz e na gasolina, que fizeram o IPCA de janeiro fechar em 0,33%, repetindo o resultado de dezembro. Segundo o IBGE, o índice acumulou alta de 4,44% em 2025.
Para cumprir a meta de inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária. Mesmo com a desaceleração da inflação e do dólar, o colegiado manteve os juros pela quinta reunião seguida, mas indicou que pode iniciar cortes a partir de março, caso o cenário permaneça favorável.
As projeções do mercado apontam que a Selic deve encerrar 2026 em 12,13% ao ano, com novas reduções previstas para os anos seguintes. Já para a economia, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto foi ajustada para 1,82% em 2026, enquanto a cotação do dólar é projetada em R$ 5,45 ao final do ano.










