ColunistasO primeiro dia do resto da minha vida - Fumiko Kouketsu

O primeiro dia do resto da minha vida – Fumiko Kouketsu

O primeiro dia do resto da minha vida

Hoje começo a escrever de maneira diferente, já que nada é igual para mim. Dia 26 de fevereiro de 2021 é a data em que meu parceiro de trabalho, amigo, pai dos meus filhos, um ser humano extraordinário e, principalmente, o amor da minha vida, partiu deste plano.

Este acontecimento muda tudo: minha maneira de pensar, de agir e decidir todas as coisas.  E gostaria que soubessem que já perdi muitas pessoas amadas, inclusive meus pais, com muito jovens. Eles fazem muita falta. Eu entendo tudo sobre a morte, sobre o luto, sobre o tempo e tenho todas as informações possíveis sobre este processo. Entretanto, o conhecimento não muda a dor imensa que arrebenta meu coração.  Por isto, quero compartilhar com você os insights – as fichas que caíram.

A primeira coisa é deixar muito claro que inicio uma nova etapa da minha existência, como aqueles filmes que tem continuação, sabe? Bom, estou na parte três da trilogia.  Na parte um, sou somente eu. Já na parte dois aparece o herói da trama e a última parte da trilogia se inicia nesta data, quando o herói se despede da amada e parte.

A segunda coisa, e pode ser a mais importante é sobre como eu vivi até agora. Sobre as decisões que tomei, o jeito como fiz as coisas acontecerem.  Quando eu afirmo que, teoricamente sabemos como tudo funciona, é verdade. Sempre dizemos que se deve viver o dia como se fosse o último, para dizermos às pessoas o quanto elas são amadas por nós, que devemos ser gratos pelo que temos e não ficar reclamando do que não temos, e daí? Saber é uma coisa que está muito distante de praticar o que se sabe.  A verdade é que todos estamos na fila invisível da morte. Cada um tem uma senha e desconhece o número. Mas de repente chamam a senha de alguém que você ama e você se dá conta de que ficaram coisas para fazer. Não deu tempo para tudo. Ou você, simplesmente não usou o tempo para fazer o que realmente importava.

E em terceiro lugar, por mais que possamos pensar que somos fortes e que vamos tirar de letra, porque sabemos que um dia todos nós vamos morrer, você só vai entender a essência desta frase quando experimentar perder alguém que, de fato, você ama de forma incondicional.

Bom, deixa eu contar a você o que pretendo a partir de hoje: contar sobre as experiências que já vivi e o que aprendi com elas.  Já vou adiantando que têm muitas lições vindo por aí. O que vou revelar, poucas pessoas sabem dos detalhes. Além disso, não são experiências comuns, elas são únicas para mim. Contudo, pode ser que estas vivências caibam muito bem nas suas experiências: as que você já viveu, as que está vivendo ou que ainda viverá. Seja qualquer uma das situações você só terá vantagens, pelo menos 3. A primeira delas é: poderá aprender sem dor, somente compreendendo através da minha dor, e desta forma não cometer os mesmos erros que cometi. A segunda vantagem é sobre como superar dificuldades de vários tipos: como é ter dinheiro e ficar sem nada, como recomeçar, o que significa ter coisas e ser alguém. Muito mais do que isto você terá a chance única de saber quase tudo que jamais deve fazer em sua vida.  E além de tudo, saberá como vencer apesar de tudo. Também posso afirmar com toda a convicção do mundo – e agora estou falando sobre saber porque vivi – que você poderá encontrar na minha história alguns segredos para fazer da sua vida, uma vida que, realmente valha a pena viver.

Então, convido você, que deseja crescer como ser humano a me acompanhar nesta nova jornada. Também é importante que você deixe seus comentários por aqui e que se conecte comigo, interaja: dê sugestões, faça perguntas, enfim …

Está feito o convite! Desejo a você uma excelente semana!

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