EconomiaPetrobras eleva preço do diesel em R$ 0,38

Petrobras eleva preço do diesel em R$ 0,38

A Petrobras anunciou na última sexta-feira, 13 de março, um aumento de R$ 0,38 no preço do litro do diesel A vendido às distribuidoras em todo o Brasil. O reajuste, que passou a valer no sábado, 14 de março, elevou o preço médio do combustível para R$ 3,65 por litro. Segundo informações publicadas pela Revista Oeste, a estatal justificou a medida pela necessidade de alinhar os valores à realidade do mercado internacional, que enfrenta forte pressão devido à escalada de conflitos militares no Oriente Médio.

Cenário de volatilidade no mercado de petróleo

O ajuste interrompeu um período de mais de 400 dias sem reajustes positivos por parte da Petrobras. A decisão ocorre em um momento de instabilidade energética global, impulsionada por bombardeios a refinarias na Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes, além do fechamento do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano. Essa rota é responsável pela circulação de 20% do petróleo mundial, e sua interdição fez o preço do barril tipo Brent saltar de US$ 90 para US$ 120 em apenas uma semana.

A Petrobras busca, com o novo valor, compensar a pressão sobre suas margens de lucro gerada por essa volatilidade. De acordo com a empresa, mesmo com o acréscimo atual, o diesel ainda apresenta uma redução real de 29,6% desde dezembro de 2022, quando considerada a inflação acumulada no período.

Programa de subvenção e impacto financeiro

Além do aumento direto nas refinarias, o Conselho de Administração da companhia aprovou a adesão a um programa de subvenção econômica instituído pelo governo federal via Medida Provisória. Este programa prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas do setor e a manutenção da isenção de alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível.

Efeito no caixa da estatal

A combinação entre o reajuste de preço e o benefício da subvenção governamental gera um efeito financeiro positivo de R$ 0,70 por litro para o caixa da Petrobras. A estatal defende que a atualização é compatível com seus interesses financeiros e estratégicos no momento. Contudo, a assinatura definitiva para a adesão ao programa federal ainda depende da publicação de instrumentos regulatórios específicos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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