A Petrobras alcançou, em 2025, a maior produção anual de petróleo e gás de sua história, com média de 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10). O resultado foi impulsionado principalmente pelo avanço do pré-sal, com destaque para o campo de Búzios, nas bacias de Santos e Campos, consolidando também recorde nas exportações da estatal ao longo do ano.
De acordo com a companhia, a produção total no quarto trimestre chegou a 3,081 milhões de barris de óleo equivalente por dia, alta de 18,6% em comparação com o mesmo período de 2024. Em relação ao terceiro trimestre de 2025, houve leve recuo de 1,1%, reflexo de paradas programadas para manutenção em plataformas da Bacia de Campos, como Marlim e Voador.
O pré-sal respondeu por 82% da produção no quarto trimestre e atingiu média anual de 2,45 milhões de barris diários, crescimento de 11,4%. No campo de Búzios, a produção superou 1 milhão de barris por dia em outubro, com capacidade instalada de cerca de 1,15 milhão de barris diários.
A estatal destacou ainda o desempenho das plataformas do tipo FPSO na Bacia de Santos. A unidade Almirante Tamandaré, considerada a maior já instalada no país, produz aproximadamente 240 mil barris por dia. Já a plataforma P-79, recém-chegada ao campo de Búzios, deverá acrescentar 180 mil barris diários à capacidade produtiva.
Segundo a Agência Brasil, mesmo com o volume recorde de extração, a Petrobras registrou o melhor índice de reposição de reservas da última década. Foram adicionados 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente em 2025, com índice de reposição de reservas de 175% e relação entre reservas provadas e produção estimada em 12,5 anos.
O aumento da produção refletiu diretamente nas exportações, que alcançaram média de 765 mil barris por dia em 2025, alta de 27% no comparativo anual. No quarto trimestre, o volume exportado se aproximou de 1 milhão de barris diários. A China permaneceu como principal destino do petróleo brasileiro, enquanto a Índia passou a disputar a segunda posição com a Europa.
Em nota, a Petrobras atribuiu os resultados a ganhos de eficiência operacional, otimização logística e diversificação de mercados no cenário internacional.












