A Polícia Federal (PF) identificou R$ 2,24 bilhões ocultos em uma conta atribuída a Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, na gestora Reag, conforme decisão proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira, 4 de março. A investigação, que fundamentou a nova prisão preventiva de Daniel no âmbito da Operação Compliance Zero, aponta que o montante foi escondido enquanto o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobria um rombo bilionário no Banco Master, estimado em quase R$ 40 bilhões. Segundo informações da Revista Oeste, a medida judicial visa interromper a continuidade de condutas ilícitas de ocultação e dilapidação de patrimônio.
Investigação aponta ocultação de patrimônio
De acordo com a representação da Polícia Federal enviada ao STF, o valor bilionário permaneceu inacessível aos credores enquanto o mercado financeiro sofria os impactos do deficit deixado pela instituição bancária. A PF afirma que Daniel Vorcaro utilizou a estrutura de uma empresa com histórico de irregularidades para movimentar os recursos
Em trecho da decisão, a autoridade policial destaca a gravidade da situação: “Nesse contexto, enquanto o Fundo Garantidor de Crédito sangrava para cobrir o rombo bilionário deixado pelo Banco Master no mercado financeiro, montante que alcança quase R$ 40 bilhões, Daniel Vorcaro ocultava de seus credores e vítimas mais de 2 bilhões de reais junto a empresa conhecida por lavar dinheiro das mais perigosas organizações criminosas do Brasil, conduta ilícita que se perpetuou mesmo após ter sido posto em liberdade”.
Defesa contesta titularidade de conta na Reag
A defesa de Henrique Vorcaro negou formalmente que a conta bancária citada pela Polícia Federal seja de sua titularidade. Os advogados do pai do banqueiro solicitaram ao ministro André Mendonça o acesso integral aos documentos e provas que embasaram a tese de ocultação de valores em seu nome
Além do bloqueio de valores no Brasil, o caso possui desdobramentos internacionais. A EFB Regimes Especiais de Empresas, responsável pela liquidação do Banco Master, acionou a Justiça dos Estados Unidos para solicitar o congelamento de uma mansão na Flórida. O documento sustenta que a propriedade teria sido adquirida pela família Vorcaro por meio da empresa Sozo, em 2023, como parte de um suposto esquema para reciclar fundos desviados da instituição financeira.













