A Polícia Civil implantará, a partir do dia 23 de junho, um plantão exclusivo para atendimento às mulheres na Delegacia de Polícia de Torres. A inauguração ocorrerá às 11h, na sede da unidade, localizada na Rua Manoel de Matos Pereira, nº 138. A iniciativa tem como objetivo oferecer mais privacidade, acolhimento e atendimento humanizado às vítimas de violência doméstica e familiar, especialmente fora do horário de funcionamento do Cartório das Margaridas.
O novo espaço funcionará em uma cabine específica dentro do plantão policial, que recebeu adaptações estruturais e visuais para proporcionar um ambiente mais reservado às mulheres que buscam auxílio. Atualmente, o atendimento especializado é realizado pelo Cartório das Margaridas entre 8h30 e 18h, enquanto os registros feitos após esse período são encaminhados ao plantão convencional.
De acordo com o delegado Marcos Veloso, a criação do plantão feminino surgiu a partir de sugestões apresentadas por lideranças locais e contou com o apoio de servidores da Polícia Civil e da Prefeitura de Torres. A proposta visa qualificar o atendimento prestado às mulheres em situação de vulnerabilidade, garantindo mais sensibilidade e conforto durante o registro de ocorrências.
O delegado também destacou que a iniciativa faz parte de uma série de melhorias implementadas na delegacia desde 2022. Entre as mudanças realizadas está a reorganização dos espaços internos da unidade, com a transferência do plantão para uma área considerada mais adequada ao atendimento da população.
Segundo Veloso, antes das adequações, os cidadãos enfrentavam dificuldades como exposição ao sol e à chuva durante a espera, além da falta de privacidade para registrar ocorrências. Para ele, a melhoria da estrutura impacta diretamente na qualidade do serviço oferecido e nas condições de trabalho dos servidores.
A expectativa da Polícia Civil é que o modelo adotado em Torres se torne uma referência para outras delegacias do interior do Rio Grande do Sul. Conforme o delegado, embora existam iniciativas semelhantes em delegacias especializadas da Capital, não há conhecimento de plantões exclusivos para atendimento feminino em unidades do interior do Estado.












