A prévia da inflação oficial do país desacelerou em janeiro de 2026 e ficou em 0,20%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), influenciada principalmente pela redução no valor da energia elétrica em todo o país.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) é calculado pelo IBGE, tem abrangência nacional e mede a variação de preços para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. O levantamento considera dados coletados entre 13 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026.
O resultado representa desaceleração em relação a dezembro, quando o índice havia registrado alta de 0,25%. Com isso, o acumulado em 12 meses chegou a 4,5%, atingindo o teto da meta de inflação estipulada pelo governo federal.
Segundo a Agência Brasil, entre os nove grupos pesquisados, os setores de habitação e transportes apresentaram queda nos preços. A habitação recuou 0,26%, puxada principalmente pela redução de 2,91% na conta de luz. A queda ocorreu após a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde, determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), eliminando a cobrança extra nas faturas.
O grupo transportes teve retração de 0,13%, influenciada pela redução média de 8,92% nas passagens aéreas e de 2,79% nos ônibus urbanos. Em algumas capitais, como Belo Horizonte, a adoção da tarifa zero aos domingos e feriados contribuiu para o recuo.
Em contrapartida, os combustíveis registraram alta média de 1,25%, com destaque para o etanol (3,59%) e a gasolina (1,01%). A gasolina teve o maior impacto individual no índice, representando 0,05 ponto percentual. Para fevereiro, a expectativa é de redução, após a Petrobras anunciar queda de 5,2% no preço do combustível vendido às distribuidoras.
O grupo alimentação e bebidas subiu 0,31%, acelerando em relação a dezembro. A alimentação no domicílio voltou a registrar aumento após sete meses de queda, influenciada pelos preços do tomate, da batata, das frutas e das carnes. Por outro lado, itens como leite longa vida, arroz e café ajudaram a conter uma alta maior.
Outros setores também apresentaram variação positiva, como saúde e cuidados pessoais (0,81%), comunicação (0,73%) e artigos de residência (0,43%). Já educação teve alta de 0,05%, enquanto vestuário e despesas pessoais subiram 0,28%.
O IPCA-15 segue a mesma metodologia do IPCA, índice oficial da inflação, diferindo apenas no período de coleta e na abrangência geográfica. Enquanto a prévia abrange 11 regiões metropolitanas, o índice cheio contempla 16 localidades.
O IPCA de janeiro será divulgado no dia 10 de fevereiro e servirá de base para a política de metas de inflação, que prevê centro de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.












