GeralPROA forma protetores mirins em escola de Araranguá

PROA forma protetores mirins em escola de Araranguá

A Escola Cívico-Militar EEB Professora Neusa Ostetto Cardoso, no bairro Polícia Rodoviária, em Araranguá, desenvolve o Programa Protetor Ambiental Crianças (PROA), iniciativa da Polícia Militar Ambiental, com cerca de 60 alunos dos 4º anos do ensino fundamental, para fortalecer a educação ambiental, a responsabilidade social e o respeito à natureza.

O projeto é fundamentado na ideia de que ninguém preserva aquilo que não conhece. Por isso, as atividades aproximam os estudantes de temas ambientais e incentivam atitudes voltadas à preservação do meio ambiente.

Educação ambiental na rotina escolar

O PROA conta com 10 horas-aula e utiliza como base as cartilhas da série Nosso Ambiente. Ao longo do programa, os alunos participam de aulas teóricas e práticas sobre fauna, flora, poluição, queimadas e outros assuntos ligados à preservação ambiental.

As atividades seguem um currículo próprio aplicado em todo o estado. Na escola, os estudantes são chamados de protetores mirins e auxiliam a 1ª Sargento Roberta, responsável pelas aulas. Eles também recebem crachás e passam a ser reconhecidos no ambiente escolar como guardiões do meio ambiente.

O mascote do projeto é um tamanduá-mirim chamado Lekinho, que se tornou uma referência lúdica para as crianças durante as atividades.

Projeto aproxima alunos da preservação

Para a gestora da escola, Mara Rubia Gabriel, a iniciativa contribui para a formação cidadã dos estudantes e para a disseminação de práticas sustentáveis.

“Por sermos uma escola cívico militar, alguns projetos realizados pelas Polícias são desenvolvidos aqui, e nossos alunos ganham muito com isso. Já fizemos o Golfinhos e agora o PROA, então a questão da conscientização ambiental está sendo muito bem trabalhada”, afirma Mara.

A 1ª Sargento Roberta destaca que o envolvimento dos alunos ajuda a fortalecer o sentimento de pertencimento e responsabilidade.

“Dar oportunidades para os alunos de sentirem-se importantes e partes do todo é muito gratificante. A conscientização ambiental precisa de um olhar mais atento, pois essa será a geração do futuro, que irá lidar com essa questão, e de forma positiva. É no que acreditamos”, diz a sargento.

Formatura reconhece protetores mirins

De acordo com Maike Adriano Valgas, Coronel PM e Oficial Gestor do Programa da Escola Cívico-Militar, ao final do curso é realizada uma formatura para reconhecer a participação dos estudantes. Na cerimônia, as crianças recebem certificados e são oficialmente integradas ao grupo de Protetores Ambientais.

“As crianças formadas tornam-se multiplicadoras do conhecimento adquirido, atuando como agentes de conscientização e proteção ambiental em suas famílias e comunidades”, atesta o Coronel.

A proposta é que os alunos levem os conhecimentos adquiridos para além da escola, compartilhando informações com familiares e com a comunidade.

Escola cívico-militar ampliou estrutura

A EEB Professora Neusa Ostetto Cardoso iniciou as atividades como escola cívico-militar em 2025. Atualmente, funciona em um prédio novo, com estrutura ampla, equipada e preparada para atender quase mil alunos.

Segundo a gestora, a implantação do programa cívico-militar e a mudança para o novo prédio contribuíram para o aumento no número de estudantes. A unidade conta atualmente com cinco militares que atuam como monitores.

Programa depende de consulta à comunidade

Conforme o Coronel Maike, para que uma escola passe a integrar o modelo cívico-militar, é realizada uma pesquisa com a comunidade, professores, gestão escolar e pais. O programa é implantado quando a consulta atinge o percentual mínimo necessário.

O Coronel afirma que a proposta busca reforçar valores por meio de uma parceria entre instituições militares e a Secretaria de Estado da Educação (SED).

“São muitas ações voltadas para a formação integral do aluno, e a busca por parcerias para podermos desenvolver outros projetos continua, inclusive da fanfarra”, finalizou o Coronel Maike.

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