Santa Catarina firmou-se como um dos principais polos de atendimento aeromédico do país, integrando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a uma estrutura robusta de transporte aéreo. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o estado ampliou significativamente sua capacidade de resposta a emergências, operando agora com uma frota de sete aeronaves dedicadas a salvar vidas.
O serviço, que funciona de forma integrada às Centrais de Regulação Médica de Urgências regionais, é acionado para o transporte rápido de pacientes em estado grave e, em situações específicas, auxilia na logística de captação de órgãos para transplantes.
Investimento e ampliação da frota
Até o ano de 2023, o estado contava com três aeronaves — dois helicópteros e um avião. Reconhecendo a importância estratégica do setor, a Secretaria de Saúde expandiu o serviço, incorporando mais quatro veículos à frota. Atualmente, o investimento mensal gira em torno de R$ 30 milhões para manter a operação em pleno funcionamento em todo o território catarinense.
Para o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, a agilidade proporcionada pelo transporte aéreo é crucial. “A resposta rápida é um fator determinante na sobrevivência e na recuperação do paciente. Assim, o Serviço Aeromédico cumpre esse papel com excelência”, afirma.
A distribuição das bases operacionais foi planejada estrategicamente para cobrir todas as regiões. O estado dispõe de cinco helicópteros baseados em Florianópolis, Blumenau, Lages, Criciúma e Chapecó. Além disso, dois aviões (um na capital e outro em Joaçaba) realizam transferências de pacientes tanto dentro do estado quanto em âmbito nacional.
Duas décadas de evolução
O serviço aeromédico catarinense completará 20 anos de atividade no final de 2025. As operações tiveram início em 31 de dezembro de 2005, através de uma parceria inicial entre o Samu e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ao longo das últimas duas décadas, o modelo de atuação evoluiu através de novas cooperações com o Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar e Polícia Civil. As equipes embarcadas são fixas e compostas por médicos e enfermeiros especializados. De acordo com o levantamento da SES, essas equipes já realizaram mais de 17.724 atendimentos desde o início das operações.
Marcos Fonseca, superintendente de Urgência e Emergência, reforça o impacto social do projeto. “Esse serviço demonstra a garantia ao acesso de serviços públicos de qualidade e com a agilidade que a situação merece. Quando conseguimos atender mais e melhor a população estamos afirmando que Santa Catarina é exemplo de competência quando o assunto é atendimento de urgência”, destaca.
A consolidação deste modelo reafirma o compromisso de Santa Catarina com a saúde pública, garantindo que o tempo de resposta entre a ocorrência e o tratamento hospitalar seja o menor possível, independentemente da localização do paciente.












