Santa Catarina recebeu o primeiro lote do anticorpo monoclonal nirsevimabe, uma tecnologia avançada voltada para prevenir formas graves de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças vulneráveis. De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES), o lote inicial contém 901 doses destinadas especificamente a bebês prematuros e crianças com comorbidades. A distribuição para as regionais de saúde deve ocorrer na próxima semana, com a expectativa de que o atendimento ao público comece até 15 de fevereiro de 2026.
A chegada deste medicamento reforça o calendário de proteção infantil no estado, somando-se à vacinação de gestantes contra o VSR, estratégia iniciada no fim de 2025. O foco é reduzir drasticamente as internações hospitalares causadas por complicações respiratórias, que costumam aumentar nos meses de maior circulação do vírus.
Avanço na proteção e redução de internações
A implementação do nirsevimabe é considerada um marco para a saúde pública catarinense. O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, ressalta que a medida é essencial para garantir a segurança dos grupos que apresentam maior risco clínico diante de infecções virais.
“A chegada do nirsevimabe representa um avanço importante na proteção das nossas crianças, especialmente no período de maior circulação do VSR, contribuindo para a redução de internações e complicações respiratórias em grupos de maior risco. Quero fazer um apelo para que os pais protejam seus filhos e também reforçar para que as gestantes se vacinem contra o VSR, nosso objetivo é salvar vidas”, destaca o secretário Diogo Demarchi.
Critérios de aplicação e logística estadual
O lote enviado pelo Ministério da Saúde é composto por 211 doses de 100 mg e 690 doses de 50 mg. Seguindo as diretrizes nacionais, o imunizante será direcionado a crianças que atendam aos critérios de prematuridade ou que possuam condições de saúde pré-existentes que as tornem mais suscetíveis ao VSR.
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) está à frente da organização logística, definindo os fluxos de aplicação nas unidades de referência. Para garantir a eficácia da campanha, o Estado promove reuniões regionalizadas com as secretarias municipais para o treinamento de equipes e a definição precisa dos pontos de atendimento.
Capacitação das equipes e acesso à tecnologia
Além da distribuição física das doses, a SES foca na orientação operacional para que as equipes de saúde consigam identificar e encaminhar rapidamente as crianças elegíveis. O trabalho coordenado entre o Estado e as prefeituras visa qualificar o atendimento e assegurar que as famílias tenham acesso facilitado a essa nova tecnologia de prevenção.
Com essa iniciativa, o Governo de Santa Catarina reafirma seu compromisso com a modernização da rede de saúde e o cuidado especializado à primeira infância. A meta é estabelecer uma barreira imunológica robusta, protegendo os cidadãos mais jovens desde os seus primeiros meses de vida.











