Santa Catarina estabeleceu um novo marco histórico no empreendedorismo durante o ano de 2025. Dados divulgados pela Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), vinculada à Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sicos), apontam que o estado encerrou o ano com um saldo positivo de 140 mil novas empresas. Ao todo, foram constituídos 293 mil novos CNPJs contra 153 mil extinções entre janeiro e dezembro, consolidando o maior volume já registrado em um único ano.
O desempenho reflete o dinamismo da economia catarinense, que mantém taxas de crescimento superiores à média nacional e os menores índices de desemprego do Brasil. A análise setorial indica que o segmento de transportes foi o principal motor desse crescimento, apresentando um saldo positivo superior a 20 mil registros e uma alta de 24% em relação ao ano anterior.
Outros setores também demonstraram força, como o comércio e reparação de veículos, com saldo de 17,9 mil novos negócios, seguido por atividades administrativas (16,5 mil), construção civil (14,1 mil) e atividades profissionais, científicas e técnicas (12,8 mil). Além disso, a presença feminina no empreendedorismo ganhou destaque, com mulheres representando 40,8% do quadro societário das empresas abertas em 2025.
Para o governador Jorginho Mello, o resultado positivo reflete o cenário de estímulo à economia e ao investimento. “Empreender em Santa Catarina é um bom negócio porque o estado conta com segurança jurídica, um povo trabalhador e um ambiente de negócios favorável. Aqui o Governo do Estado trata o empreendedor como um parceiro, e não como um inimigo. Por isso facilitamos o processo de abertura de empresas”, destaca.
Protagonismo das micro e pequenas empresas
O levantamento detalha que a grande maioria dos novos empreendimentos é composta por micro e pequenos negócios. Os Microempreendedores Individuais (MEIs) correspondem a mais de 70% do total de aberturas, seguidos pelas empresas limitadas (LTDA), que somam quase 30%. O restante divide-se entre sociedades anônimas, cooperativas e empresários individuais.
“Analisamos este resultado com muito otimismo, porque o MEI é a porta de entrada para o empreendedor formalizar sua atividade econômica. A partir do micro, ele pode ampliar seu negócio e migrar para outros portes empresariais. O Governo de Santa Catarina acredita no empresário e oferece incentivos como o Pronampe SC e o Juro Zero, com crédito subsidiado para ajudar a empresa”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.
A celeridade nos processos também é apontada como fator crucial. Para o presidente da Jucesc, Fernando Baldissera, o objetivo é garantir liberdade econômica. “O empreendedor catarinense tem pressa e o Governo de Santa Catarina também. Estamos modernizando e simplificando o ambiente de negócios para facilitar a abertura de empresas, conforme o governador Jorginho Mello determinou. Assim, reduzimos a burocracia e garantimos mais oportunidade e geração de empregos”, destaca.
Ambiente econômico e desburocratização
O aumento do consumo e o cenário econômico favorável têm sido determinantes para a inauguração de novos empreendimentos. Dados do Banco Central indicam que a economia de Santa Catarina cresceu 4,9% até outubro de 2025, impulsionada principalmente pela indústria, comércio e serviços.
Para sustentar esse crescimento, o Governo do Estado, por meio da Sicos e da Jucesc, investe em medidas como o Programa de Modernização do Ambiente de Negócios, sancionado em outubro. A iniciativa foca na simplificação da abertura de empresas, ampliando a lista de atividades econômicas de baixo risco, permitindo que o início das operações ocorra mediante autodeclaração, dispensando autorizações públicas prévias.












