SaúdeSono afeta rendimento escolar de 70% dos adolescentes

Sono afeta rendimento escolar de 70% dos adolescentes

A médica otorrinolaringologista Dra. Amanda Costa, especialista em medicina do sono infantil e adulta, promove durante o mês de março uma série de ações educativas em escolas e empresas da região para celebrar o Dia Mundial do Sono, comemorado em 13 de março. A iniciativa, que inclui um evento técnico para profissionais da saúde no dia 21 de março, visa conscientizar a população sobre a importância da qualidade do descanso para o desenvolvimento físico e cognitivo, combatendo o avanço de distúrbios relacionados à privação de repouso.

Impactos da privação de sono na infância e adolescência

De acordo com informações divulgadas pela especialista, a campanha busca traduzir dados científicos em orientações acessíveis para estudantes, educadores e trabalhadores. Estatísticas internacionais apresentadas pela médica indicam que a privação de sono é um problema crescente: mais de 30% das crianças sofrem com algum distúrbio, enquanto aproximadamente 70% dos adolescentes dormem menos do que o recomendado. O fenômeno é atribuído a rotinas irregulares e à exposição prolongada a telas e dispositivos eletrônicos.

Dra. Amanda Costa ressalta que a qualidade do repouso interfere diretamente nas funções cerebrais e no equilíbrio emocional. “O sono não é apenas um momento de descanso. É um período fundamental para o funcionamento do cérebro, para a consolidação da memória e para o equilíbrio do organismo. Quando crianças e adolescentes dormem mal, isso pode afetar o rendimento escolar, a concentração e o bem-estar emocional”, explica a médica em material informativo sobre a campanha.

Sinais de alerta e estratégias de prevenção

As atividades educativas conduzidas pela especialista detalham estratégias de higiene do sono e métodos simples de prevenção. O foco das palestras em empresas e escolas é capacitar o público a identificar sinais de alerta que exigem avaliação médica especializada. Entre os sintomas recorrentes citados pela Dra. Amanda Costa estão o ronco frequente, a dificuldade em iniciar o sono, o cansaço excessivo durante o período diurno e alterações súbitas de comportamento.

Para a otorrinolaringologista, a educação em saúde é a ferramenta principal para reverter o quadro de privação de sono na sociedade moderna. A médica reforça que o debate sobre o tema contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida em todas as faixas etárias, permitindo que distúrbios sejam diagnosticados precocemente e tratados de forma adequada.

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