SaúdeUBSs de Cocal têm aprovação acima de 90%, diz Unesc

UBSs de Cocal têm aprovação acima de 90%, diz Unesc

Mais de 90% dos moradores ouvidos em Cocal do Sul aprovaram o atendimento prestado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), conforme pesquisa da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). O levantamento foi realizado entre 2024 e 2025, como parte da Análise de Situação de Saúde (ASIS AMREC), com o objetivo de avaliar a Atenção Primária à Saúde nos municípios da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) e orientar novas ações na rede pública.

Em Cocal do Sul, 294 usuários participaram da pesquisa. De acordo com os dados divulgados pela Unesc, 91,8% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com os serviços das unidades de saúde. O estudo também apontou que 73,8% dos moradores têm a Atenção Primária como principal referência quando precisam de atendimento.

Resultado indica confiança na rede municipal

Para o prefeito Ademir Magagnin, os números refletem a confiança da população no serviço prestado pelas equipes da saúde no município.

“Ficamos muito felizes em ver que a população reconhece o trabalho desenvolvido nas nossas unidades. Esse resultado é fruto da dedicação dos profissionais e também dos investimentos que o município vem fazendo para oferecer um atendimento cada vez mais próximo, acessível e de qualidade”, ressaltou.

A pesquisa foi coordenada pela professora e pesquisadora do Mestrado em Saúde Coletiva da Unesc, Lisiane Tuon. Segundo ela, o levantamento oferece informações importantes para que os municípios possam compreender melhor a realidade dos usuários e planejar políticas públicas com mais precisão.

“Os dados mostram o que está dando certo e também apontam onde é preciso avançar. Isso permite que as decisões sejam tomadas com base na realidade de cada município, fortalecendo a Atenção Primária e qualificando ainda mais o atendimento à população”, explica.

Levantamento também aponta desafios

Além da aprovação dos serviços, a pesquisa identificou fatores que devem receber atenção da gestão pública. Entre os entrevistados em Cocal do Sul, 54,1% relataram conviver com alguma doença crônica. Os problemas mais citados foram hipertensão arterial, dores na coluna e depressão.

Outro ponto observado foi a prática insuficiente de atividade física. Conforme o levantamento, 71,1% dos participantes disseram não realizar a quantidade recomendada de exercícios para a manutenção da saúde.

A pesquisa também apontou que cerca de um terço dos entrevistados apresentou sintomas moderados ou mais intensos de ansiedade e depressão. Os dados devem auxiliar o município na definição de estratégias voltadas à prevenção, ao acompanhamento de doenças crônicas e ao cuidado com a saúde mental.

Planejamento de novas ações

A secretária municipal de Saúde, Giovana Galato, destacou que o retorno da população ajuda a orientar as prioridades da rede pública.

“É muito importante receber esse retorno positivo da população, mas também olhar para os desafios. A pesquisa mostra onde precisamos fortalecer nossas ações, principalmente na prevenção, no acompanhamento das doenças crônicas, na promoção da atividade física e nos cuidados com a saúde mental. Isso nos permite planejar com mais eficiência.”

Segundo Lisiane Tuon, a principal contribuição do estudo está na possibilidade de transformar os dados em ações concretas para melhorar o atendimento.

“Quando conhecemos melhor a realidade da população, conseguimos planejar políticas públicas mais eficientes e oferecer um cuidado cada vez mais qualificado.”

Estudo envolveu 11 municípios da AMREC

A pesquisa integra a Análise de Situação de Saúde (ASIS AMREC), desenvolvida pela Unesc entre 2024 e 2025, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Ao todo, foram entrevistados 1.938 usuários e 403 profissionais da saúde em 11 municípios da região carbonífera. Conforme a Unesc, os resultados estão sendo organizados em relatórios e notas técnicas que serão utilizados para auxiliar gestores municipais na definição de prioridades e no planejamento de ações voltadas ao fortalecimento da saúde pública.

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