A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), de Criciúma, e a Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), de Lages, avançam na consolidação do Programa de Pós-Graduação em Gestão em Saúde (PPGGS). Desenvolvido em associação pelas duas instituições comunitárias, o mestrado reúne docentes e estudantes de diferentes áreas para qualificar profissionais e produzir pesquisas voltadas aos desafios da gestão em saúde em Santa Catarina.
O programa foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em 2024, e as atividades acadêmicas começaram em setembro de 2025. A proposta conecta as regiões Sul e Serrana do estado, com aulas síncronas, atividades nos dois campi e pesquisas interdisciplinares.
Segundo a Unesc, o PPGGS busca formar mestres preparados para atuar na gestão estratégica, inovação e desenvolvimento de soluções para os sistemas público e privado de saúde.
Integração entre universidades
A reitora em exercício da Unesc e docente do programa, Gisele Silveira Coelho Lopes, afirma que a iniciativa reforça a cooperação entre as universidades e a contribuição das instituições comunitárias para o desenvolvimento regional.
“Comemorar o primeiro ano do PPGGS é reconhecer a força da cooperação entre duas universidades comunitárias que compartilham o compromisso com a formação de excelência, a pesquisa e a transformação social. Este programa nasceu para responder aos desafios da gestão em saúde por meio da ciência, da inovação e da qualificação de profissionais capazes de produzir impactos concretos nos serviços e nas políticas públicas”, destaca.
O coordenador do PPGGS, Diogo Dominguini, avalia que o primeiro ciclo de atividades permitiu transformar o planejamento acadêmico em ações de ensino, pesquisa e orientação.
“O primeiro ano do PPGGS representa, antes de tudo, a consolidação de um projeto acadêmico construído com parceria da Unesc e da Uniplac. Já estamos em nossa segunda turma e observamos frutos como colaborações nacionais e internacionais, execução de projetos de pesquisa interinstitucionais e a capacidade do programa de dialogar com demandas reais dos territórios, principalmente do Planalto Catarinense e do Sul de Santa Catarina”, afirma.
Segundo Dominguini, os estudantes contam com coorientações de pesquisadores das duas universidades e de diferentes áreas de formação. A dinâmica amplia a interdisciplinaridade das pesquisas e favorece a construção de respostas para questões sociais, ambientais e de gestão em saúde.
Pesquisa e formação profissional
O PPGGS está estruturado em três linhas de pesquisa: Governança e Gestão em Saúde, Integralidade da Atenção em Saúde e Tecnologia e Inovação em Saúde. A proposta é aproximar a produção acadêmica das demandas dos serviços de saúde e das comunidades atendidas pelas instituições.
Integrante da primeira turma pela Uniplac, Fernanda de Matia relata que o mestrado tem contribuído para relacionar os conhecimentos acadêmicos à rotina profissional.
“Para mim, o mestrado tem representado uma grande oportunidade de crescimento, tanto profissional quanto acadêmico. No dia a dia do trabalho, consigo relacionar muitos dos conhecimentos que aprendemos em sala com situações reais da gestão em saúde”, conta.
A professora da Unesc Aline Savi destaca que a associação entre as universidades amplia as possibilidades de pesquisa aplicada no estado.
“Por serem duas universidades comunitárias fortemente enraizadas em suas regiões, o Extremo Sul e o Planalto Catarinense, a união institucional cria um ecossistema acadêmico único. Esse modelo permite somar forças e expertises para responder, de forma direta e aplicada, aos desafios reais e complexos da saúde pública e privada de Santa Catarina”, ressalta.
Metas para os próximos anos
Para os próximos anos, a coordenação pretende fortalecer as linhas de pesquisa, ampliar a produção científica, consolidar projetos interinstitucionais e estimular a internacionalização. A meta também inclui intensificar a inserção social do programa por meio de ações de extensão e pesquisas conectadas às necessidades regionais.
A professora da Uniplac Priscila Nunes afirma que o modelo associativo favorece o intercâmbio entre docentes e estudantes. “Essa associação amplia a diversidade de experiências, saberes e áreas de formação do corpo docente, fortalecendo o caráter interdisciplinar da Gestão em Saúde”, conclui.














