A Unesc realizou, na noite deste sábado (28/03), a cerimônia de Colação de Grau Especial da turma do segundo semestre de 2025 do curso de Enfermagem, em seu campus, para diplomar novos profissionais e celebrar a conclusão de uma trajetória acadêmica marcada por desafios sociais e sanitários. Conforme informações da Unesc, o evento reuniu graduandos, professores, familiares e a gestão universitária para formalizar a entrada dos novos enfermeiros no mercado de trabalho, destacando a importância da ética e da sensibilidade no exercício da profissão.
Histórias de vocação e legado familiar
Entre os novos profissionais está Gabriel Savi Mondo Ramos, natural de Urussanga, que optou pela carreira inspirado pelo exemplo de mulheres da sua família dedicadas ao cuidado. Segundo o graduando, a Enfermagem consolidou-se como um chamado durante a graduação, especialmente após o atendimento a uma mulher vítima de violência. “Senti que poderia ajudá-la a se sentir melhor e mais segura”, afirma Gabriel.
Para o novo enfermeiro, a formação técnica deve estar acompanhada da presença e da escuta ativa. “Quero rir e chorar com meus pacientes, segurar as mãos e deixá-las ir com dignidade”, reforça Ramos, ao destacar o propósito de humanizar o atendimento hospitalar.
A trajetória do curso e o impacto na sociedade
A reitora licenciada da Unesc e atual secretária de Estado da Educação de Santa Catarina, Luciane Bisognin Ceretta, participou da solenidade e relacionou a trajetória dos estudantes à sua própria história na área. Durante seu discurso, ela enfatizou que a profissão é um compromisso com a dignidade humana. “A enfermagem é mais do que uma profissão; ela é um chamado, um compromisso silencioso e, ao mesmo tempo, imenso com a vida, com o outro e com a dignidade humana. E vocês escolheram esse caminho”, declarou Luciane.
De acordo com os dados apresentados pela instituição, o curso de Enfermagem da Unesc completa quase 24 anos, tendo formado 40 turmas e mais de 1.180 profissionais. A estrutura curricular da universidade prioriza a conexão entre teoria e prática por meio de clínicas integradas e um corpo docente composto por mestres e doutores.
O equilíbrio entre tecnologia e o cuidado humano
A relevância da profissão diante do avanço tecnológico foi o ponto central da fala da reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes. Ela ressaltou que, embora o futuro da saúde seja digital, a essência do trabalho permanece no contato direto com o paciente. “A enfermagem do futuro será tecnológica, sim. Mas ela só fará sentido se continuar sendo profundamente humana, porque nenhuma máquina será capaz de substituir o toque que acalma, a escuta que acolhe, a presença que diz, mesmo sem silêncio: eu estou aqui com você”, pontuou a reitora em exercício.
Desafios da formação durante a pandemia
O orador da turma, Hugo Silva Nascimento, relembrou em seu discurso que o início da graduação ocorreu há cinco anos, sob o impacto da pandemia de Covid-19. O período exigiu adaptação e resiliência dos acadêmicos antes mesmo dos primeiros contatos com os estágios e pacientes.
“Trabalharemos e seremos o que o esforço desse período fez de nós, enfermeiros e enfermeiras. A nós todos que nos graduamos nesta noite, eu digo: muita força, muita determinação, muito amor e muita fé em Deus. Porque, podem ter certeza: um dia nós chegamos lá. Já chegamos até aqui”, celebrou Nascimento ao projetar o futuro da turma.
A enfermagem como ciência e arte
A paraninfa da turma, professora Denise Macarini Tereza, destacou que a prática profissional exige um compromisso inabalável com a vida. Em sua mensagem aos formandos, ela definiu a área como uma filosofia que se manifesta em gestos simples de acolhimento. “A Enfermagem é mais que uma ciência; é uma arte, uma filosofia de vida, um propósito que se manifesta no toque cuidadoso, na escuta atenta, na palavra de conforto”, concluiu a docente.











