O curso de Psicologia da Unesc e a Liga Acadêmica de Psicologia Organizacional e do Trabalho (Lapot) realizaram, na noite desta terça-feira (7/4), o 1º Simpósio de Psicologia Organizacional e do Trabalho no Auditório Ruy Hülse, em Criciúma, com o objetivo de integrar acadêmicos e especialistas para debater a aplicação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1) e os riscos psicossociais no ambiente laboral. A iniciativa buscou reduzir a distância entre a formação acadêmica e as exigências atuais do mercado, focando na atuação prática do psicólogo como gestor da saúde mental nas organizações.
Conexão entre teoria acadêmica e prática profissional
Conforme informações da coordenação do curso de Psicologia da Unesc, o evento teve como tema central “NR-1 e Riscos Psicossociais: Práxis do psicólogo organizacional na gestão da Saúde Mental no trabalho”. A proposta permitiu que estudantes das fases iniciais e avançadas tivessem contato direto com relatos de profissionais que atuam no cotidiano de grandes empresas e instituições setoriais.
Para a coordenadora do curso, Rosimeri Vieira Da Cruz De Souza, essa aproximação é fundamental para preparar os estudantes para as complexidades das corporações modernas. “O intuito é esclarecer o papel e a importância do psicólogo nesse novo formato da NR-1, na promoção da qualidade de vida das pessoas, impactando diretamente na saúde mental dos trabalhadores. Hoje as organizações que se recusam a cuidar da saúde mental, não estarão apenas negligenciando, mas cometendo um ato infracional, e queremos que os acadêmicos se aproximem dessa prática e do papel do psicólogo, que ganha cada vez mais espaço no mercado de trabalho”, afirmou Rosimeri.
Desafios da saúde mental e o papel das corporações
O simpósio contou com a participação de lideranças da área de Recursos Humanos e entidades de classe. A professora Tânia Aquino, presidente da Regional Sul Catarinense da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), ressaltou a função estratégica do profissional de psicologia na prevenção de doenças ocupacionais. Segundo ela, é necessário que os profissionais se apropriem das normas técnicas para gerar impacto positivo. “Precisamos nos inteirar sobre a NR-1 para participar e contribuir, trazendo mais prevenção e bem-estar para dentro das empresas. Esse é o papel fundamental do psicólogo hoje”, destacou Tânia.
Complementando a perspectiva do setor produtivo, a psicóloga e coordenadora de Recursos Humanos do Grupo Giassi, Luciane Zilli, apresentou experiências práticas acumuladas em quase três décadas de atuação. Luciane reforçou que o sucesso de uma organização está atrelado ao tratamento dispensado aos funcionários. “No Grupo Giassi, temos como princípio o bom atendimento e o tratamento das pessoas. O cuidado e o zelo com o colaborador são realizados de muitas formas no dia a dia, sempre com o foco na saúde mental do profissional”, explicou a coordenadora.
Fortalecimento da presença acadêmica e quebra de tabus
A organização do evento também foi liderada por estudantes por meio da Lapot. Para a presidente da Liga, Emanoella de Sousa, a realização do simpósio no início do ano letivo foi estratégica para ampliar a visão dos acadêmicos sobre a área organizacional, muitas vezes cercada de preconceitos dentro da própria graduação.
“Principalmente para psicologia organizacional e do trabalho, porque um dos nossos objetivos deste semestre é justamente tornar a Liga mais presente e com menos tabus. Então o simpósio, principalmente no início do ano, foi perfeito para que as pessoas possam carregar um olhar diferente além das barreiras que normalmente se cria sobre a psicologia organizacional e de trabalho. Foi uma maneira de abrir novos horizontes”, relatou Emanoella de Sousa à organização do evento.









