O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou na segunda-feira, 2 de março de 2026, que a escalada do conflito no Irã possui potencial para motivar o Banco Central (BC) a antecipar a interrupção do atual ciclo de cortes de juros no Brasil. Segundo informações publicadas pela Revista Oeste, a medida pode ser necessária caso o cenário externo eleve as incertezas econômicas e resulte no repasse de custos para os preços ao consumidor.
Impactos do cenário externo e valorização do petróleo
Apesar do alerta sobre as taxas de juros, Ceron avalia que o Brasil pode colher efeitos positivos decorrentes da crise geopolítica no Oriente Médio. O secretário destacou que o país poderá registrar ganhos de arrecadação com a venda de petróleo, visto que a commodity tende a ficar mais valorizada em períodos de conflito.
Para o chefe do Tesouro, o Brasil apresenta uma posição estratégica favorável em meio aos atritos globais. Ele defendeu que o país tem condições de se consolidar como um “porto seguro” para o capital estrangeiro, atraindo investimentos externos que buscam estabilidade fora das zonas de conflito.
Revisão e sustentabilidade dos programas sociais
No âmbito doméstico, Rogério Ceron defendeu uma ampla reorganização das políticas de assistência social do governo. O secretário pontuou que a estrutura atual conta com iniciativas sobrepostas, o que gera um crescimento de despesas classificado por ele como “insustentável”.
Integração de políticas públicas
Ceron reforçou o posicionamento recente do Ministério da Fazenda ao sugerir que o modelo de assistência seja repensado como um todo. De acordo com o secretário:
- Não há necessidade de ampliar as despesas com apoio social no momento atual.
É fundamental considerar a integração das ações governamentais para otimizar os gastos.
A revisão busca garantir a eficiência fiscal diante do aumento das pressões orçamentárias.













