A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Escola de Saúde Pública (ESPSC) celebraram, na última sexta-feira, 27 de fevereiro, a formatura de 70 profissionais do Programa de Fomento à Especialização Profissional (FEPAPS) no Centro Multiuso de São José, na Grande Florianópolis. A solenidade marcou a conclusão da pós-graduação das turmas 2024-2025 com o objetivo de ampliar a oferta de especialistas na Atenção Primária à Saúde (APS) em 26 municípios catarinenses por meio de um modelo de integração entre ensino e serviço.
De acordo com informações divulgadas pela SES, a iniciativa certificou residentes e pós-graduandos das áreas de Enfermagem, Medicina, Psicologia, Nutrição e Educação Física. Os profissionais atuaram em programas de residência e pós-graduação lato sensu voltados para Medicina de Família e Comunidade, Saúde da Família e Comunidade, Educação Permanente em Saúde e Preceptoria.
Fortalecimento da Atenção Primária em Santa Catarina
A diretora da ESPSC, Aline Daiane Schlindwein, destacou durante o evento que a qualificação das equipes é fundamental para a eficiência do sistema público. “A Atenção Primária é capaz de resolver a maioria das necessidades da população, desde que conte com equipes qualificadas, integradas e comprometidas com o cuidado longitudinal, a prevenção, a promoção da saúde e a coordenação da rede”, afirmou.
Segundo a diretora, os profissionais formados pelo programa atuam em regiões com desafios elevados. “Esses profissionais escolheram atuar onde os desafios são maiores, aprendendo a decidir com base científica e sensibilidade, compreendendo que escutar é tão terapêutico quanto prescrever e que o cuidado integral exige trabalho em equipe, diálogo e corresponsabilização. É nesse sentido que o FEPAPS se consolida como política pública, ao formar especialistas onde a vida acontece e onde a saúde se constrói cotidianamente”, completou Schlindwein.
Pioneirismo e expansão do programa
O FEPAPS foi aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB) em fevereiro de 2020 e teve sua implantação oficial em 2021. Considerado um projeto pioneiro no Brasil, ele é desenvolvido pela SES em parceria com municípios que integram a Rede de Integração Ensino e Serviço. Atualmente, a política pública alcança 40 cidades catarinenses com uma abordagem multicêntrica.
Uma década de residência em medicina de família
A solenidade também celebrou os 10 anos do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade da instituição, iniciado em março de 2016. A coordenadora do Núcleo de Pós-Graduação da ESPSC, Aparecida de Cássia Rabetti, ressaltou a consolidação da iniciativa, que chega agora à sua 9ª turma formada. “O programa foi implantado na Atenção Primária, com oferta inicial de 64 vagas, e se consolidou ao longo dos anos na formação de especialistas”, comentou a coordenadora.
A cerimônia reuniu preceptores, tutores, gestores municipais e coordenadores de curso, reforçando o alinhamento institucional para a continuidade da formação técnica especializada no Estado.













