O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu, nesta quarta-feira (15), mobilização das centrais sindicais para pressionar o Congresso Nacional pela aprovação do projeto que reduz a jornada de trabalho para até 40 horas semanais e extingue a escala 6×1. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, um dia após o envio da proposta ao Legislativo, e reuniu representantes de entidades que participaram da marcha da classe trabalhadora na Esplanada dos Ministérios.
Durante a reunião, Lula destacou que a aprovação da medida depende da atuação conjunta entre governo e trabalhadores. Segundo ele, é necessário que as lideranças sindicais mantenham a pressão política para garantir avanços nas pautas trabalhistas. O presidente também classificou o momento como desafiador e ressaltou que conquistas no Congresso exigem esforço contínuo.
O evento também foi marcado por uma homenagem ao ativista Rick Azevedo, criador do movimento Vida Além do Trabalho, que inspirou o debate sobre a redução da jornada. Ele relatou ter enfrentado burnout e depressão devido à carga excessiva de trabalho, o que motivou sua mobilização nas redes sociais contra a escala 6×1.
Segundo a Agência Brasil, Lula ainda criticou reformas anteriores, como a Trabalhista de 2017 e a da Previdência de 2019, que, segundo ele, representaram retrocessos para os trabalhadores. O presidente alertou sobre propostas semelhantes às adotadas em outros países, como a ampliação da jornada diária, e defendeu a manutenção de direitos.
Representantes sindicais comemoraram o envio do projeto e apontaram possíveis impactos positivos. Entre eles, a geração de empregos, a melhoria da qualidade de vida e mais tempo para família, saúde e educação. Também foram levantadas preocupações com temas como pejotização, proteção de trabalhadores por aplicativo e os efeitos das mudanças tecnológicas e ambientais no mercado de trabalho.
Ao todo, foram apresentadas 68 reivindicações ao governo, com foco nos próximos cinco anos, incluindo pautas relacionadas à inovação, inteligência artificial e questões sociais, como o combate à violência contra a mulher.










