O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na segunda-feira (20), em Hannover, na Alemanha, que o governo brasileiro se posicionará contra uma eventual invasão dos Estados Unidos ao território de Cuba para defender a integridade territorial das nações. De acordo com informações da Revista Oeste, o mandatário brasileiro cumpre agenda oficial no exterior acompanhado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz. Durante a abordagem da imprensa, Lula classificou as sanções econômicas aplicadas pelos norte-americanos à ilha caribenha como um “bloqueio ideológico” e uma “vergonha mundial”.
Posicionamento contra interferências externas
Ao ser questionado sobre a postura diplomática do Brasil, o presidente reforçou sua rejeição a ações militares estrangeiras em diversos contextos globais. “Serei contra a invasão de Cuba como fui contra a da Venezuela, a da Ucrânia, a de Gaza, a do Ira”, declarou Lula. O chefe do Executivo argumentou que o país caribenho não teve a chance de decidir seu destino de maneira autônoma após a revolução e defendeu a autodeterminação dos povos. Lula afirmou ainda ser contra qualquer país exercer ingerência política sobre como a sociedade de outra nação deve se organizar.
Análise do governo alemão e situação em Cuba
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, também comentou o caso e indicou que não vê bases para uma intervenção militar no território cubano no momento atual. “Cuba tem os seus problemas, mas não vemos que exista algum tipo de perigo para países terceiros”, afirmou o líder alemão. Merz ressaltou que, apesar de não considerar necessária uma intervenção, reconhece a existência de problemas internos no país.
Contexto político e social da ilha
Atualmente, Cuba é governada de forma ininterrupta pelo Partido Comunista desde 1959 e não pode ser considerada uma democracia. Sob a ditadura, existem denúncias frequentes de violações de direitos humanos e a manutenção de presos políticos. Levantamentos realizados em setembro de 2025 apontam que cerca de 90% da população local vive em situação de extrema pobreza. Apesar deste cenário, nem Lula nem o líder da Alemanha contestaram abertamente o autoritarismo vigente na ilha durante o encontro.










