O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva investiu ao menos R$ 1,5 milhão em anúncios nas redes sociais Facebook e Instagram, entre 1º de janeiro e 22 de abril de 2026, para promover o fim da escala de trabalho 6×1. O levantamento, realizado pelo site Poder360 com base em dados da Meta Ad Library, indica que o objetivo da campanha foi impulsionar o apoio à proposta durante sua apresentação oficial e votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. De acordo com informações da Revista Oeste, a estratégia publicitária visa “adaptar a divulgação das ações governamentais aos novos hábitos de consumo de informação da população”.
Investimento concentrado e público-alvo
A maior parte dos recursos foi aplicada em um curto intervalo de tempo. Entre os dias 15 e 18 de abril, o Executivo destinou R$ 881 mil para impulsionar cinco publicações específicas. Esse período coincidiu com movimentações decisivas do projeto no Congresso Nacional.
A campanha direcionou os conteúdos prioritariamente para usuários com idade entre 18 e 44 anos. Geograficamente, o foco das inserções pagas foram os estados de São Paulo, Bahia e Minas Gerais.
Disputa política e tramitação no Congresso
O governo federal defende a implementação imediata da nova jornada de trabalho. No entanto, enfrenta resistência na condução do texto dentro da Câmara. O Palácio do Planalto pressiona pela substituição do relator, Paulo Azi (União Brasil-BA), por considerar que o parlamentar diverge da proposta do Executivo.
Divergências sobre o modelo de transição
Enquanto o governo busca a mudança direta, o relator Paulo Azi defende uma “transição gradual para 40 horas semanais e compensações para empresas”. Em contrapartida, a gestão atual prioriza a celeridade do processo.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende acelerar o ritmo de votação. O plano de Motta é levar o texto ao plenário da Casa ainda em maio, antes do recesso parlamentar de julho. Para que a medida seja aprovada no plenário, será necessária uma maioria qualificada de três quintos dos votos dos deputados.











