Os acadêmicos da quinta fase do curso de Enfermagem da Unesc participaram, nesta semana, de um Simulado de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) realizado no campus da instituição, em Criciúma. A atividade prática intensiva buscou testar a capacidade técnica, o controle emocional e a agilidade dos futuros profissionais diante de cenários críticos. Conforme informações da Unesc, o exercício reproduz contextos reais que enfermeiros enfrentam em ambulâncias e prontos-socorros, preparando os estudantes para a tomada de decisão sob pressão em casos de emergências clínicas e traumas.
Dinâmica do treinamento prático
O exercício consiste na aplicação prática dos conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. Divididos em grupos, os estudantes enfrentam ocorrências que variam de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) a situações de trauma, como acidentes de trânsito, agressões físicas e choques elétricos. A disciplina é coordenada pelas professoras Amanda Luiz Maciel e Zoraide Rocha, contando também com a atuação das docentes Maria Salete Salvaro, Maria Teresa Zanini e Mágada Tessmann.
Durante as atividades, equipes de quatro acadêmicos realizam procedimentos invasivos, como ventilação, punção de acessos e compressões cardíacas. Segundo a professora Amanda Luiz Maciel, o ambiente é planejado para ser o mais fiel possível ao cotidiano profissional. “É muita adrenalina em que os grupos são avaliados pelos seus desempenhos nos atendimentos. Os acadêmicos gostam e esperam por essa atividade com ansiedade. É um dia muito especial e essa atividade vem ao encontro da grade da Graduação Multi”, afirmou a docente à assessoria da instituição.
Integração de competências e realismo
A metodologia da simulação realística é utilizada para consolidar o conhecimento acumulado desde o início da graduação. Para a professora Zoraide Rocha, o exercício exige que o aluno integre competências técnicas com o controle de fatores externos, como a presença de familiares e a gravidade das lesões expostas.
“A disciplina resgata todo o conhecimento adquirido nas fases iniciais e integra às competências da quinta fase para aplicação direta na vítima. É fundamental que o acadêmico esteja o mais capacitado possível. A simulação realística traz para ele a adrenalina, a taquicardia do momento e a responsabilidade. Fazemos com que ele visualize, de forma didática, o sangue, a vítima gritando e o familiar pressionando, preparando-o para cada detalhe do atendimento sob a avaliação de professores especialistas”, explicou Zoraide Rocha.
Perspectiva acadêmica sobre a experiência
Para os participantes, a atividade funciona como um estágio preparatório para os desafios da carreira. A acadêmica Maria Eduarda Ferreira destacou o impacto do realismo das cenas no processo de aprendizado e na identificação com a área de urgência e emergência.
“Essa experiência do APH é bem realística, pois simula muitas coisas da vida real para que possamos treinar e aprender um pouco mais sobre a profissão, se encontrar nela e também no atendimento pré-hospitalar. Sentir essa adrenalina de atendimento emergencial dá um sustinho, mas a gente consegue e aprende muito”, relatou a estudante.
Protocolos de resposta rápida
O treinamento foca em protocolos específicos que visam aumentar as chances de sobrevida das vítimas. No caso de Infarto Agudo do Miocárdio, o treinamento prioriza o reconhecimento imediato de sinais como sudorese e dor torácica. Para pacientes com DPOC, a ênfase recai sobre o manejo da dificuldade respiratória e o posicionamento adequado. Já nos cenários de trauma e agressões, os estudantes exercitam o controle rigoroso de hemorragias e a proteção de lesões, seguindo normas técnicas de segurança e estabilização do paciente.











