EconomiaFIESC alerta para impacto da redução da jornada em SC

FIESC alerta para impacto da redução da jornada em SC

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) participa, nesta quinta-feira (21), em Florianópolis, de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para discutir os possíveis impactos da proposta de redução da jornada de trabalho em debate no Congresso Nacional. Segundo a entidade, a mudança pode elevar custos, afetar a competitividade da indústria catarinense e provocar reflexos sobre empregos e exportações.

De acordo com informações divulgadas pela Gerência de Comunicação da FIESC, 806 mil trabalhadores da indústria de Santa Catarina atuam atualmente em regime de 44 horas semanais, em sua maioria na escala 6×1. O número representa 92,9% dos trabalhadores industriais do estado.

Estudo aponta alta nos custos do trabalho

Um levantamento da FIESC indica que a proposta em discussão no Congresso Nacional poderia aumentar os custos do trabalho em 9,7% no Brasil e em 11,4% em Santa Catarina. A federação projeta ainda a possibilidade de perda de 41,4 mil vagas no estado em um período de 2 anos.

Ainda conforme a entidade, outro possível reflexo seria a redução de 1,07% nas exportações catarinenses. Para a FIESC, o aumento dos custos sem avanço proporcional de produtividade pode pressionar empresas, especialmente micro e pequenos negócios com menor capacidade de absorver ou repassar despesas.

Competitividade internacional entra no debate

A federação também aponta preocupação com o cenário internacional. Segundo a FIESC, há um descompasso entre a proposta brasileira e a realidade de países concorrentes, inclusive economias com altos índices de desenvolvimento e produtividade que mantêm limites superiores de carga horária.

Entre os riscos avaliados pela entidade estão a redução da produção em empresas que não consigam absorver os custos, a perda de competitividade internacional e o possível aumento da informalidade.

Entidade defende negociação coletiva

A posição da FIESC é de que não há necessidade de alterar a legislação trabalhista para tratar da jornada. Para a entidade industrial, a negociação coletiva é o instrumento mais adequado para conciliar os interesses de trabalhadores e empregadores.

A audiência pública na Alesc ocorre em meio ao debate nacional sobre mudanças na jornada de trabalho e seus possíveis efeitos sobre o setor produtivo.

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