O rastreamento do câncer colorretal ganhou novas alternativas com a atualização das diretrizes da Sociedade Americana do Câncer, divulgada em maio de 2026. A recomendação inclui exames de fezes e de sangue como opções complementares à colonoscopia para adultos com risco médio da doença. A medida busca ampliar o acesso à prevenção e aumentar as chances de diagnóstico precoce, especialmente diante do crescimento dos casos entre pessoas com menos de 50 anos.
A atualização foi anunciada pela entidade nos Estados Unidos e mantém a recomendação de que pessoas com risco médio iniciem o rastreamento aos 45 anos, continuando os exames até os 75 anos ou conforme orientação médica. A decisão foi motivada pelo avanço das pesquisas científicas e pela necessidade de oferecer métodos mais acessíveis para a população.
Entre as novidades está um teste domiciliar que analisa amostras de fezes em busca de sangue oculto e marcadores moleculares associados ao câncer colorretal. O exame deve ser realizado a cada três anos. Outra alternativa é um exame de sangue realizado em consultório, indicado principalmente para pacientes que recusam a colonoscopia ou os testes baseados em fezes.
Apesar das novas opções, a colonoscopia continua sendo considerada o principal método de rastreamento. O exame segue como a única alternativa recomendada para pessoas com sintomas suspeitos, histórico familiar da doença ou síndromes genéticas associadas ao câncer colorretal.
Especialistas destacam que, para pessoas com risco médio, o mais importante é realizar algum método de rastreamento. Além disso, qualquer resultado positivo ou anormal em exames de sangue ou fezes exige posteriormente a realização de uma colonoscopia para confirmação diagnóstica.
A doença muitas vezes se desenvolve sem sintomas nas fases iniciais. Quando presentes, os sinais mais comuns incluem sangue nas fezes, alterações persistentes do hábito intestinal, dores abdominais e perda de peso sem explicação. Por isso, o acompanhamento preventivo é considerado fundamental.
Além do rastreamento, hábitos saudáveis ajudam a reduzir o risco da doença. A prática regular de atividade física, uma alimentação rica em frutas e vegetais, a redução do consumo de alimentos ultraprocessados, a moderação no consumo de álcool e a eliminação do tabagismo são medidas recomendadas para a prevenção do câncer colorretal e de outros tipos de câncer.
Com informações: G1











