O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou neste domingo (14) para a França, onde participará da Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na terça-feira (16) e na quarta-feira (17), para tratar de temas globais e contestar possíveis aumentos de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A informação foi publicada pela Revista Oeste.
Tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos
A viagem ocorre em meio a um cenário de tensão nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Segundo a Revista Oeste, Washington anunciou uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio e sugeriu uma tarifa de 25% para itens brasileiros.
O governo norte-americano também avalia criar uma taxa adicional de 12,5% para cerca de 60 países, incluindo o Brasil, sob a justificativa de supostas falhas no combate ao trabalho forçado.
Agenda de Lula no G7
Apesar da expectativa em torno da presença de Lula e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não há confirmação de uma reunião oficial entre os dois durante a cúpula. Ainda assim, existe a possibilidade de uma conversa informal no evento.
Lula tem compromissos previstos com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.
Negociações seguem em nível técnico
De acordo com a Revista Oeste, fontes do Palácio do Planalto avaliam que a proposta de sobretaxa de 25% é o ponto com maior possibilidade de revisão em curto prazo.
O tema está sendo tratado por um grupo de trabalho bilateral criado após encontro entre Lula e Trump, realizado em 7 de maio. A avaliação do governo brasileiro é que o diálogo deve seguir, inicialmente, em nível técnico.
No sábado (13), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, participou de uma reunião virtual com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos. Uma nova rodada técnica deve ocorrer nos próximos dias.
Discurso deve abordar unilateralismo
Mesmo sem encontro oficial com Trump, Lula deve mencionar o tema tarifário em seu discurso na cúpula. A agenda de terça-feira será voltada à discussão de desequilíbrios macroeconômicos globais.
Nesse contexto, o presidente brasileiro deve criticar medidas unilaterais e o que considera enfraquecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Na quinta-feira (11), Lula afirmou que Trump “não foi eleito para ser imperador do mundo”. Conforme a Revista Oeste, auxiliares do Palácio do Planalto esperam que, durante o G7, o presidente adote um tom mais diplomático diante dos líderes internacionais.












