A EEB Professora Maria Solange Lopes de Borba, em São João do Sul, criou o projeto “Vozes da Escola”, um jornal escolar inclusivo desenvolvido por alunos da educação especial atendidos pelo AEE, com o objetivo de fortalecer a comunicação interna da unidade, divulgar ações pedagógicas e ampliar o protagonismo estudantil. A informação foi divulgada pela própria escola.
Jornal valoriza o protagonismo dos alunos
O projeto prevê a produção mensal de um jornal escolar em formato digital. A publicação reúne informações sobre eventos, projetos, atividades pedagógicas e acontecimentos da unidade escolar.
A iniciativa foi idealizada pelos estudantes que frequentam o Atendimento Educacional Especializado, com orientação da professora do AEE, Jamila da Silva Lummertz. Segundo ela, o atendimento tem a função de complementar e suplementar a formação dos estudantes público-alvo da educação especial, contribuindo para a autonomia e o desenvolvimento de habilidades.
“Nesse contexto, o Jornal Escolar Inclusivo surge como uma estratégia pedagógica para estimular os alunos do AEE, valorizando suas potencialidades, desenvolvendo as habilidades de leitura, escrita e comunicação, além de promover a participação ativa na vida escolar”, afirma Jamila.
Estudantes participam de todas as etapas
De acordo com a professora, os 20 alunos atendidos pelo AEE participam do projeto com dedicação. Eles realizam entrevistas, ajudam na organização das informações e colaboram na montagem do jornal.
As atividades envolvem reunião de pauta, coleta de informações, produção textual orientada, revisão colaborativa, edição, diagramação e divulgação. O processo também estimula oralidade, planejamento, organização e trabalho em equipe.
“As atividades são adaptadas conforme as necessidades específicas de cada estudante, garantindo acessibilidade pedagógica para todos”, destaca Jamila.
Projeto fortalece autoestima e autonomia
Para a gestora escolar, Sabrina Espindola Scheffer, o jornal contribui para fortalecer a autoestima e a autonomia dos estudantes, já que eles participam diretamente de todas as fases da produção.
“Nossos alunos com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), Deficiência Intelectual e Transtorno do Espectro Autista são os autores deste jornal. Eles viram repórteres, redatores, fotógrafos e com o auxílio da professora, participam da montagem e do compartilhamento nos grupos escolares. Vejo a alegria deles em fazer algo assim, e isso vem ao encontro da nossa ideia de uma escola inclusiva. Aqui todos têm vez e voz”, afirma Sabrina.
Tecnologia auxilia no aprendizado
Além das entrevistas, os alunos também participam da montagem do jornal com o uso de celulares e computadores. Segundo a gestora, essa é uma das etapas que mais desperta interesse entre os estudantes.
Sabrina avalia que o uso de diferentes linguagens midiáticas contribui para o desenvolvimento da argumentação, da criatividade e do pensamento crítico. Para a escola, o projeto reforça a proposta de uma educação inclusiva, com participação ativa dos estudantes na rotina escolar.












