EconomiaBolsa avança 1,3% e dólar cai a R$ 5,15

Bolsa avança 1,3% e dólar cai a R$ 5,15

O Ibovespa subiu 1,3% nesta terça-feira (1º), aos 179.722,48 pontos, atingindo o maior nível desde 12 de maio, enquanto o dólar comercial recuou 0,54% e terminou o dia cotado a R$ 5,153. O movimento ocorreu em meio à forte valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela intensificação dos conflitos entre Estados Unidos e Irã.

De acordo com a Agência Brasil, a alta do petróleo favoreceu principalmente as ações da Petrobras, que estiveram entre os principais destaques do pregão. Os papéis preferenciais da companhia avançaram 4,11%, enquanto os ordinários tiveram valorização de 4,14%.

No mercado internacional, o petróleo tipo Brent subiu 4,6%, para US$ 94,65 por barril. Já o WTI, referência negociada nos Estados Unidos, avançou 5,2%, encerrando a sessão a US$ 90,22.

Dólar recua após início de alta

O dólar chegou a subir para R$ 5,20 no começo do pregão, influenciado pela divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A economia do país cresceu 0,5% no segundo trimestre, após avanço de 1,1% nos três primeiros meses do ano.

O resultado indicou uma desaceleração da atividade econômica, com menor consumo das famílias e perda de ritmo da indústria. Para o mercado, esse cenário pode aumentar a possibilidade de novos cortes da taxa Selic, atualmente em 14% ao ano.

Ao longo do dia, entretanto, a moeda norte-americana perdeu força e passou a operar em queda, acompanhando o desempenho de outras moedas de países emergentes e a valorização do petróleo. No acumulado do ano, o dólar passou a registrar baixa de 6,12%.

Petrobras impulsiona a bolsa

A valorização da commodity no exterior deu força às empresas brasileiras ligadas ao setor de petróleo. A Petrobras concentrou parte importante do movimento positivo do Ibovespa por ser uma das companhias mais negociadas da bolsa.

Além da alta das ações, os investidores também repercutiram o anúncio de aumento de 13,9% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) pela estatal.

Outro dado acompanhado pelo mercado foi o recorde da produção brasileira de petróleo. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o país chegou a produzir 4,5 milhões de barris por dia em julho.

Cenário externo influencia negócios

A valorização dos ativos brasileiros ocorreu em um dia de maior aversão ao risco nos Estados Unidos. O índice S&P 500 encerrou a sessão com queda de 0,71%, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano de dez anos avançaram.

No mercado brasileiro, também chamou atenção a saída de capital estrangeiro. Na última sessão de agosto, houve retirada líquida de R$ 130 milhões da bolsa. Até 28 de agosto, o saldo negativo acumulado no mês chegava a aproximadamente R$ 18,6 bilhões.

Tensão no Oriente Médio

A disparada do petróleo esteve diretamente relacionada à escalada das tensões no Oriente Médio. Novos ataques anunciados pelos Estados Unidos contra alvos no Irã aumentaram as preocupações sobre a oferta mundial da commodity.

O risco de impactos no fornecimento ganhou ainda mais atenção devido à possibilidade de interferências no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte internacional de petróleo e derivados.

Com o avanço da commodity, o mercado brasileiro acabou encontrando suporte para a valorização da bolsa, mesmo diante das incertezas provocadas pelo cenário internacional.

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