A Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia e Inovação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, na tarde desta quarta-feira (6), a realização de uma audiência pública para discutir medidas de prevenção, inovação, adaptação e gestão de riscos diante de eventos climáticos extremos no estado, especialmente em razão das projeções relacionadas ao fenômeno El Niño. A proposta foi apresentada pelo deputado Matheus Cadorin (Novo), presidente do colegiado.
Debate vai reunir especialistas e órgãos públicos
De acordo com a Alesc, a audiência pública deve ocorrer no Auditório Antonieta de Barros, em Florianópolis, em data ainda a ser definida. O encontro deve reunir meteorologistas, representantes de órgãos de segurança e integrantes da Defesa Civil para avaliar como Santa Catarina está se preparando para possíveis impactos climáticos nos próximos meses.
Segundo a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, o El Niño ocorre quando há elevação anormal da temperatura das águas do Oceano Pacífico na região próxima à linha do Equador. Para ser caracterizado, o aquecimento precisa atingir pelo menos 0,5°C acima da média e permanecer por vários meses.
Essa alteração interfere na formação de nuvens e na distribuição de chuvas na região tropical do Pacífico, com reflexos em diferentes áreas. Em Santa Catarina, meteorologistas projetam para este ano um El Niño antecipado e mais intenso, com possibilidade de chuvas acima da média e temperaturas mais elevadas a partir de julho.
Preocupação é com preparação do estado
Ao defender a realização do debate, Cadorin afirmou que o objetivo é antecipar discussões e fortalecer a capacidade de resposta do poder público.
“Temos recebido e visto informações sobre as previsões climáticas, dadas as condições que estão se formando em alto mar, o que traz consequências na formação do El Niño”, disse o deputado.
“Dada a gravidade das previsões, se faz necessária a promoção dessa audiência para discutir com meteorologistas, órgãos de segurança, defesa civil para saber como Santa Catarina está se preparando e para que não ocorra aqui o que aconteceu no Rio Grande do Sul há dois anos”, completou Matheus Cadorin.













