A Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (AMESC) reuniu gestores, profissionais da educação e da Defesa Civil nesta terça-feira, 14 de abril, em sua sede regional, para a implantação dos Comitês Regionais e Municipais de Segurança Escolar e do Plancon Edu-Multirriscos. O encontro, realizado sob o tema “Planejar hoje é proteger o amanhã”, buscou estabelecer estratégias integradas de prevenção e resposta a situações de emergência no ambiente educacional da região.
Conforme informações da AMESC, a programação estendeu-se ao longo de todo o dia, dividida entre os períodos da manhã e da tarde. O foco central da iniciativa foi fortalecer o diálogo entre as administrações municipais, permitindo a troca de experiências bem-sucedidas e o alinhamento técnico de protocolos de segurança.
Integração entre educação e proteção civil
A mediação das atividades ficou sob a responsabilidade de Regina Panceri, gerente de Educação e Pesquisa da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, e do 1º Sargento Bombeiro Militar Rodrigo Bonaldo Rafael, coordenador regional de Proteção e Defesa Civil de Araranguá. A presença de técnicos especializados reforçou a necessidade de capacitação contínua das equipes que atuam diretamente nas unidades de ensino.
Durante as sessões de trabalho, os participantes debateram a estrutura necessária para que os novos comitês operem de forma eficaz. A proposta é que esses grupos atuem na identificação antecipada de riscos e na execução de medidas mitigadoras que garantam a integridade física de alunos e servidores.
Ações práticas e protocolos de atendimento
A implementação do plano multirriscos é considerada um passo estratégico para a resiliência das cidades catarinenses. Segundo a assessora em Políticas Públicas da AMESC, Rosangela Paulino Alexandrinho, o encontro priorizou medidas aplicáveis ao cotidiano das instituições. A assessora explica que, durante a reunião, foram discutidas ações práticas para a construção de ambientes escolares mais seguros, com foco na “organização de protocolos, capacitação de equipes e integração entre diferentes setores públicos”.
A iniciativa reforça que a segurança no ambiente escolar não deve ser tratada de forma isolada, mas como uma responsabilidade coletiva que envolve gestores públicos, educadores e a sociedade civil organizada. Com a formação dos comitês, os municípios do Extremo Sul Catarinense passam a contar com uma estrutura formalizada para gerir crises e promover uma cultura de prevenção permanente nas comunidades escolares.










