A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira, em Brasília, a retomada do financiamento imobiliário para residências com valor superior a R$ 2,25 milhões. A modalidade, que utiliza recursos da caderneta de poupança, estava suspensa para contratações individuais desde outubro de 2024. Segundo a Agência Brasil, a decisão foi motivada pela melhora na liquidez do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) após mudanças regulatórias no setor.
Expansão do crédito para o segmento de luxo
A reabertura dessa linha de crédito, enquadrada no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), visa fortalecer o vínculo com clientes de alta renda e estimular a construção civil. A vice-presidenta de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, explicou que a medida foi possível graças a um pacote habitacional que ampliou a disponibilidade de recursos da poupança. Em nota divulgada pela Agência Brasil, ela afirmou que “a reabertura amplia o escopo de atuação do banco no crédito habitacional, fortalece o relacionamento com clientes de alta renda e contribui para o aquecimento do mercado imobiliário e da construção civil”.
Mudanças regulatórias e liquidez da poupança
O retorno ao financiamento de alto padrão é reflexo de um novo modelo de crédito imobiliário lançado pelo governo no final do ano passado. Entre as principais alterações está a redução gradual da parcela dos depósitos da poupança destinada ao compulsório do Banco Central. Essa medida permite que até 100% dos recursos da poupança sejam utilizados como referência para o crédito habitacional. Anteriormente, a Caixa vinha destinando os recursos prioritariamente ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH) para atender unidades de menor valor e ajustar a oferta à baixa captação da poupança, que registrava mais retiradas que depósitos.
Exigências de sustentabilidade e critérios ESG
Para o financiamento da construção de imóveis no SFI, a instituição estabeleceu critérios ambientais específicos alinhados às suas metas de governança.
Certificação selo Casa Azul + Uni
Os projetos de construção devem obrigatoriamente obter o Selo Casa Azul + Uni, que avalia a eficiência e o impacto ambiental das obras. De acordo com a Agência Brasil, os empreendimentos são classificados nos níveis Bronze, Prata ou Ouro com base em critérios de sustentabilidade.













