A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados promove, nesta segunda-feira (2), no plenário 12, uma audiência pública para debater a reestruturação das carreiras no Banco do Brasil, atendendo a um requerimento da deputada Erika Kokay (PT-DF). O encontro, marcado para as 10 horas, tem como objetivo analisar as consequências dos recentes “movimentos estruturantes” implementados pela instituição financeira sobre as condições de trabalho e a estabilidade de seus funcionários.
Impactos na jornada e remuneração dos trabalhadores
De acordo com informações da Agência Câmara de Notícias, a parlamentar destaca que as medidas adotadas pela gestão do banco têm gerado insegurança no corpo funcional. Entre os problemas listados por Erika Kokay estão a ampliação indevida da jornada de trabalho e a reclassificação de funções técnicas sem a correspondente fidúcia especial.
Outro ponto crítico levantado para a audiência são os descomissionamentos. Segundo a deputada, essas ações implicam redução remuneratória e podem provocar instabilidade funcional, além de quadros de adoecimento e insegurança entre os bancários.
Pressão laboral e fechamento de unidades
O debate também deve abordar denúncias de entidades representativas que apontam para a ocorrência de movimentação forçada de pessoal e o fechamento de unidades físicas. Essas mudanças teriam resultado na criação de excedentes de pessoal e na configuração de um ambiente de forte pressão laboral.
Modernização digital e o papel estratégico do banco
Embora a instituição associe parte das iniciativas a estratégias de modernização e aceleração digital, a deputada Erika Kokay defende que o impacto social e humano precisa ser avaliado pelo Legislativo. Para a parlamentar, é essencial garantir que o processo de modernização não comprometa a qualidade do atendimento à população nem o papel do banco no desenvolvimento nacional.
“É fundamental que o Parlamento promova um espaço de diálogo transparente para avaliar os efeitos dessas mudanças sobre os bancários, a qualidade do atendimento à população e o papel estratégico do Banco do Brasil no desenvolvimento nacional”, defende a parlamentar.













