O dólar encerrou esta quarta-feira (9) em leve queda frente ao real, enquanto o Ibovespa registrou baixa e os preços internacionais do petróleo dispararam. O movimento foi influenciado pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, que elevaram a aversão ao risco nos mercados globais e impulsionaram as cotações da commodity.
A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,148, com recuo de 0,09%. Durante o pregão, o dólar alternou momentos de alta e baixa, chegando à máxima de R$ 5,184 e à mínima de R$ 5,137 antes de encerrar próximo da estabilidade.
Apesar do fortalecimento da moeda dos Estados Unidos frente a outras divisas de países emergentes, o real teve desempenho relativamente melhor. A valorização do petróleo contribuiu para esse resultado, já que o Brasil figura entre os exportadores líquidos da commodity, favorecendo as perspectivas para as contas externas.
Segundo a Agência Brasil, no cenário internacional, investidores também repercutiram a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos. O documento reforçou as preocupações com a inflação e manteve as incertezas sobre o futuro da política de juros, sustentando a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
Na Bolsa de Valores, o Ibovespa caiu 0,79%, encerrando o dia aos 170.653 pontos. O aumento da cautela dos investidores diante do cenário geopolítico e da expectativa de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos reduziu o interesse por ativos considerados mais arriscados.
As ações da Petrobras receberam suporte da forte valorização do petróleo, mas o desempenho positivo dos papéis não foi suficiente para evitar a queda do principal índice da B3.
No mercado internacional, o petróleo registrou os maiores preços desde o fim de junho. O barril do tipo Brent avançou 5,20%, fechando a US$ 78,02, enquanto o WTI subiu 4,37%, para US$ 73,52.
A alta foi impulsionada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã após novos ataques na região do Estreito de Ormuz, área estratégica para o transporte mundial de petróleo. O receio de possíveis interrupções no fornecimento elevou o prêmio de risco da commodity e manteve os mercados atentos aos próximos desdobramentos do conflito.












