SaúdeDoutoranda da Unesc pesquisa teste de sífilis na Inglaterra

Doutoranda da Unesc pesquisa teste de sífilis na Inglaterra

A doutoranda Amanda Christine da Silva Kursancew, do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Unesc, embarca na próxima semana para a Inglaterra para realizar um estágio de doutorado sanduíche na Universidade de Southampton. O anúncio dos detalhes da viagem ocorreu nesta terça-feira (28), em Criciúma, durante encontro promovido pelo Escritório de Relações Internacionais da instituição, com o objetivo de apresentar o projeto de pesquisa voltado ao aprimoramento do diagnóstico de sífilis.

Desenvolvimento de tecnologia para saúde pública

De acordo com informações divulgadas pela Unesc, a pesquisadora trabalhará junto ao professor de bacteriologia Myron Christodoulides no exterior. O foco do estudo é o desenvolvimento de um teste rápido que ofereça maior precisão e acessibilidade do que os métodos atuais, utilizando ferramentas de bioinformática para identificar moléculas que facilitem a detecção da doença. No Brasil, o projeto conta com a orientação do professor doutor Ricardo Andres, na área de biotecnologia.

A doutoranda ressalta que o diagnóstico da sífilis ainda apresenta gargalos técnicos, principalmente em estágios onde não há sintomas aparentes. “Minha pesquisa busca desenvolver um teste rápido mais preciso e acessível. Para isso, utilizo a bioinformática na identificação de moléculas que facilitem a detecção. A etapa no exterior envolve a expressão de proteínas em bactérias, que serão aplicadas na construção do teste no Brasil, onde já contamos com um banco de amostras de pacientes em diferentes estágios da doença”, explica Amanda Christine da Silva Kursancew.

Inovação e potencial de patente

A proposta possui caráter biotecnológico e espera-se que os resultados obtidos na Inglaterra possibilitem a criação de uma solução inovadora. Segundo a pesquisadora, a meta é ampliar a eficácia da detecção da sífilis, que permanece como um problema relevante para o sistema de saúde. A cooperação internacional deve resultar em publicações científicas conjuntas e existe a expectativa de que o novo método resulte no registro de uma patente.

Suporte institucional e imersão cultural

Durante a reunião preparatória para o intercâmbio, a coordenação do Escritório de Relações Internacionais da Unesc orientou a estudante sobre os trâmites burocráticos, adaptação linguística e a estrutura de apoio disponível durante o período fora do país. A iniciativa faz parte de uma parceria já estabelecida entre o orientador brasileiro e a universidade britânica.

A coordenadora do Escritório, Dayane Cortez, destacou a importância da experiência acadêmica global para a formação da doutoranda. “Estaremos à disposição para o que precisares de apoio, documentação ou orientação e desejamos que tenhas uma grande experiência profissional e pessoal. Não deixe de aproveitar toda essa imersão cultural e interação com pesquisadores de diferentes países, o que faz toda a diferença para o aprendizado destes intercâmbios”, salientou a coordenadora.

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