A Prefeitura de Criciúma realizou, na manhã desta quarta-feira (29), a internação de seis pessoas em situação de rua com dependência química na região do Pinheirinho, com o objetivo de garantir assistência médica a indivíduos em situação de vulnerabilidade e risco. A ação, conduzida pelas secretarias municipais de Saúde e de Assistência Social com apoio da Polícia Militar, baseou-se em avaliações clínicas que identificaram a necessidade de tratamento imediato, resultando em três internações voluntárias e três involuntárias.
Protocolos médicos e base legal das internações
Segundo informações da Prefeitura de Criciúma, as atividades tiveram início às 6 horas e contaram com o acompanhamento direto do prefeito Vagner Espindola. O gestor ressaltou que as medidas são aplicadas quando o estado de saúde do dependente compromete a segurança individual e coletiva. “Em alguns casos, a dependência química chega a um ponto em que a pessoa passa a oferecer risco a si mesma e às pessoas ao redor. É nesses casos, com avaliação médica e dentro da lei, que estamos agindo”, explicou Espindola.
Os pacientes internados involuntariamente foram transferidos para um hospital psiquiátrico em Ponte Serrada, no Oeste catarinense. A unidade é credenciada pela Secretaria de Saúde por meio de processo licitatório. O secretário de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, esclareceu que os procedimentos seguem rigorosamente a legislação municipal e federal. “As internações foram realizadas mediante laudo médico, com a presença do CAPS-AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas) e do Consultório na Rua. Agora, as informações serão todas encaminhadas ao Ministério Público”, detalhou o secretário.
Continuidade do tratamento e reintegração social
A iniciativa faz parte de uma política pública contínua, estruturada pelo programa Criciúma Recomeça, que visa monitorar áreas com alta concentração de pessoas em situação de rua. O planejamento municipal prevê que o suporte aos pacientes não se encerre na alta hospitalar, buscando evitar a reincidência e o retorno ao convívio nas ruas.
Conforme o prefeito, a estratégia foca na estabilização clínica seguida pela inserção no mercado de trabalho. “Após a recuperação da dependência química, é importante colocar essas pessoas em frentes de trabalho, para que elas tenham um rumo novo na vida e não retornem para as ruas. O modelo de Criciúma tem chamado a atenção de outras cidades brasileiras. É uma política contínua, séria e responsável de enfrentamento à dependência química e de proteção da cidade”, pontuou o prefeito.
Balanço das ações de saúde
Dados da administração municipal indicam que, desde o início de 2025, a cidade já contabilizou mais de 500 encaminhamentos para o tratamento de dependência química, englobando modalidades voluntárias e compulsórias. O governo municipal reforça que a prioridade é o atendimento humanizado e o cumprimento dos trâmites legais para garantir a eficácia do serviço público de saúde.











