EconomiaFIESC debate economia circular para plásticos de uso único

FIESC debate economia circular para plásticos de uso único

O diretor executivo do SINPLASC, Elias Caetano, apresentou o Projeto Defesa Circular na tarde da última terça-feira (14), em Florianópolis, durante reunião na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). A iniciativa, voltada para a circularidade de plásticos de uso único e de baixa reciclabilidade, foi detalhada aos membros do Comitê Estratégico para Logística Reversa e da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade para propor soluções técnicas diante da pressão regulatória enfrentada pelo setor industrial. De acordo com informações da FIESC, o projeto busca transformar o modelo de gestão de resíduos para garantir a competitividade das empresas catarinenses.

Em sua apresentação, Caetano ressaltou que a transição para um modelo sustentável é essencial para a sobrevivência da indústria. “Estamos em um ponto de virada na cadeia do plástico. A solução para os plásticos de uso único e de baixa reciclabilidade está na economia circular. Precisamos sair do modelo linear e avançar para o circular, deixando o ‘oceano vermelho’ de pressão e partindo para um ‘oceano azul’ de oportunidades”, afirmou o diretor.

Polo regional e impacto regulatório

O sul de Santa Catarina destaca-se como o principal polo nacional da indústria de plásticos descartáveis, abrangendo cerca de 30 municípios com expressivo impacto econômico. Segundo os dados apresentados no encontro, a relevância dessa região reforça a urgência em responder às agendas regulatórias em tramitação no Congresso Nacional. O setor busca soluções estruturadas que permitam a gestão eficiente dos resíduos, evitando medidas restritivas de banimento que possam comprometer a atividade industrial local.

Viabilidade técnica e modelo piloto

O Projeto Defesa Circular opera como uma iniciativa piloto no município de Orleans (SC), com o objetivo de gerar dados rastreáveis sobre a viabilidade da economia circular. Liderada pelo SINPLASC, a proposta integra todas as etapas da cadeia produtiva, desde a separação e coleta até a transformação dos resíduos em novos produtos. O monitoramento completo do processo visa comprovar que sistemas estruturados de reaproveitamento são mais eficazes do que a simples proibição de materiais plásticos.

Apoiada pela Lei de Incentivo à Reciclagem e por empresários da região, a iniciativa pretende qualificar o debate público com embasamento técnico. Ao evidenciar resultados sociais, ambientais e econômicos, o projeto busca reduzir riscos regulatórios e fornecer subsídios para decisões governamentais baseadas na gestão adequada de resíduos sólidos.

Iniciativas de descarbonização e novos estudos

Além do projeto focado em plásticos, a reunião na FIESC abordou o Plano Estratégico de Descarbonização da Irani Papel e Embalagem. O case, vencedor do 32º Prêmio Expressão de Ecologia 2026, foi exposto por Leandro Alexis Farina, gerente de Sustentabilidade da empresa. O encontro também contou com a participação do doutor Geraldo Mario Rohde, que apresentou o desenvolvimento do livro “Resíduos Sólidos: da complexidade conceitual à normatividade tecnológica”, obra voltada à análise técnica da reciclagem industrial.

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