EconomiaFIESC debate negociações coletivas na indústria

FIESC debate negociações coletivas na indústria

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) promoveu, nesta quinta-feira (14), em Florianópolis, um debate sobre os avanços e desafios das negociações coletivas no contexto da modernização trabalhista, com o objetivo de alinhar práticas que reforcem a competitividade da indústria e a segurança jurídica nas relações de trabalho.

O encontro foi realizado na sede da entidade e reuniu profissionais ligados ao tema no setor industrial, além de especialistas convidados. Segundo a Gerência de Comunicação da FIESC, a programação buscou ampliar a troca de experiências sobre acordos coletivos, conformidade legal e estratégias para reduzir conflitos trabalhistas.

Diálogo nas relações de trabalho

A abertura foi conduzida por Rita de Cássia Conti, presidente do Conselho de Relações Trabalhistas, e por Carlos José Kurtz, diretor Institucional e Jurídico da FIESC. Durante a fala inicial, os representantes destacaram a importância do diálogo permanente entre empregadores e trabalhadores para o desenvolvimento sustentável da indústria.

“Temos que nos preparar para os desafios que o Brasil nos impõe diariamente”, afirmou Kurtz.

Rita Conti também ressaltou o papel dos espaços técnicos de discussão para qualificar as negociações coletivas. “Fóruns como este são importantes para que possamos aprimorar as negociações, por isso trouxemos experts no assunto para fortalecer o diálogo entre empregadores e trabalhadores”, destacou.

Segurança jurídica e prevenção

Na conferência de abertura, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-12), César Pasold Júnior, abordou a aplicação das normas vigentes e a importância da conformidade legal nas relações trabalhistas.

Pasold enfatizou que a construção de ambientes preventivos pode contribuir para reduzir a judicialização em Santa Catarina. A abordagem, segundo o debate, passa pelo fortalecimento de práticas alinhadas à legislação e pela adoção de medidas que antecipem conflitos nas relações de trabalho.

Produtividade e acordos por setor

O encontro também discutiu os cenários pós-reforma trabalhista em painel com a gerente de Relações do Trabalho da FIESC, Maria Antônia Amboni, e o advogado Eduardo Pastore.

A discussão tratou do uso das prerrogativas legais para a construção de acordos mais adequados à realidade de cada segmento industrial. O objetivo, conforme apresentado no evento, é permitir negociações que considerem as particularidades dos setores produtivos e contribuam para ganhos de produtividade.

Neurociência aplicada à negociação

A programação incluiu ainda palestra do professor Cristiano Cunha, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sobre neurociência aplicada à negociação.

Durante a exposição, ele apresentou como o entendimento do comportamento cerebral em situações de pressão pode auxiliar nos processos de decisão. A proposta discutida foi a criação de ambientes de negociação mais eficazes e estratégicos para a indústria catarinense.

Relacionados

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img
spot_img
spot_img
spot_img

Últimas Notícias