A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e a Defesa Civil estadual reuniram, na terça-feira (4), CEOs de empresas participantes do programa Membership para orientar o setor industrial sobre prevenção, gestão de riscos e resposta a eventos climáticos extremos provocados, entre outros fatores, pela influência do El Niño.
A agenda foi articulada pela Academia FIESC de Negócios após empresas participantes do programa manifestarem preocupação com os possíveis impactos das condições meteorológicas sobre a infraestrutura, a segurança dos trabalhadores e a continuidade das operações industriais.
O El Niño foi confirmado em junho de 2026 e pode favorecer o aumento das chuvas em Santa Catarina. Segundo a Defesa Civil estadual, a influência do fenômeno amplia a probabilidade de precipitações acima da média, temporais, alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos, especialmente com seu fortalecimento ao longo dos próximos meses.
Planos de contingência e gestão de riscos
Durante o encontro, representantes da Defesa Civil apresentaram orientações e boas práticas para a elaboração de planos de contingência, identificação de riscos e preparação das equipes diante de possíveis emergências.
A programação também abordou a utilização dos canais oficiais de alerta da Defesa Civil, que fornecem informações sobre condições meteorológicas adversas e orientações para a população e para as organizações.
A iniciativa busca aumentar a capacidade das indústrias de antecipar cenários de risco, organizar procedimentos internos e reduzir possíveis danos à estrutura física, aos trabalhadores e às atividades produtivas.
Integração entre indústrias e poder público
O encontro destacou ainda a necessidade de atuação conjunta entre empresas, órgãos públicos e instituições locais. Conforme a FIESC, essa integração contribui para ampliar a resiliência das operações industriais e das comunidades próximas às unidades produtivas.
Segundo a Defesa Civil, a preparação prévia e a definição de responsabilidades ajudam a reduzir os impactos causados por eventos meteorológicos extremos, proteger pessoas e favorecer a continuidade das operações industriais em situações de emergência.












