A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante do homem de 59 anos investigado pela agressão contra uma jovem de 21 anos no Centro de Araranguá. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (26). O magistrado também determinou a instauração de incidente para a realização de exame de sanidade mental do investigado.
Segundo informação repassada pelo delegado Jorge Ghiraldo, da Central de Plantão Policial (CPP) de Araranguá, a prisão preventiva foi decretada após representação apresentada pela autoridade policial. Com a decisão, o homem permanecerá detido no Presídio Regional de Araranguá enquanto o caso segue sob apuração.
A ocorrência aconteceu na tarde de terça-feira (25), na Avenida Sete de Setembro, nas proximidades do Camelódromo. Conforme a Polícia Militar, a jovem caminhava pela região central quando foi abordada pelo homem, que pediu dinheiro. Após a vítima se recusar a entregar a quantia, ele teria desferido um soco contra o abdômen dela.
A mulher havia sido submetida a uma cirurgia complexa na região abdominal cerca de dez dias antes e ainda estava em recuperação. Ela recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada ao Hospital Regional de Araranguá.
De acordo com a informação inicial da Polícia Militar, o quadro da jovem se agravou após a agressão e houve necessidade de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Posteriormente, o delegado informou que recebeu a confirmação de que ela teve alta hospitalar ainda na noite de terça-feira.
O suspeito foi localizado pela Polícia Militar em uma residência abandonada na região central de Araranguá e conduzido à Central de Polícia.
Caso foi enquadrado na Lei Maria da Penha
O homem havia sido apresentado inicialmente à Polícia Civil sob suspeita de tentativa de roubo. Após analisar as circunstâncias da ocorrência, o delegado Jorge Ghiraldo informou que decidiu autuá-lo por lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha.
Segundo o delegado, o enquadramento considerou entendimento jurídico sobre a aplicação da legislação de proteção à mulher em situações de violência de gênero, mesmo quando não há vínculo doméstico, familiar ou afetivo entre vítima e agressor.
A jovem não havia sido ouvida durante o procedimento inicial porque permanecia hospitalizada. Após a informação sobre a alta, a Polícia Civil informou que pretendia colher o depoimento dela nesta quarta-feira.
Justiça determina avaliação de sanidade mental
Ainda durante a investigação, o delegado informou ter analisado documentos encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde relacionados ao acompanhamento do investigado pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). A partir dessas informações, a Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário uma avaliação das condições de saúde mental do homem.
Na audiência de custódia desta quarta-feira, o magistrado acolheu o pedido e determinou a instauração do incidente para realização do exame de sanidade mental.
Conforme o delegado, há registros de outros episódios atribuídos ao investigado, especialmente envolvendo mulheres na região central de Araranguá. Essas ocorrências e as condições de saúde mental do homem deverão ser analisadas pelas autoridades no decorrer do procedimento.
Com a prisão preventiva decretada, o investigado permanece no Presídio Regional de Araranguá. O processo seguirá sob análise da Justiça.












