O ecossistema de inovação catarinense conheceu, nesta quinta-feira (29), em Florianópolis, as diretrizes da segunda fase do Lab Procel. O encontro reuniu startups, indústrias e profissionais do setor para detalhar o concurso que busca acelerar soluções voltadas à eficiência energética. Segundo informações da FIESC, a iniciativa será lançada oficialmente no dia 11 de fevereiro e visa consolidar o desenvolvimento tecnológico e a transição energética no país.
O Lab Procel Fase II é fruto de uma cooperação entre a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), o SENAI e a FIRJAN. O programa integra os projetos estruturantes do Procel e foca no desenvolvimento de soluções que permitam o uso mais inteligente e sustentável da energia.
Investimento de R$ 30 milhões e foco em setores estratégicos
O edital foi planejado para oferecer suporte financeiro e técnico a propostas que tragam impacto real ao mercado. Segundo Juliana Tadeu, superintendente de gestão do Procel, da ENBPar, a estrutura busca atrair negócios que atuem em frentes tecnológicas modernas. “A proposta é fomentar o ambiente de inovação e acelerar soluções nos eixos de economia circular, cidades inteligentes e indústria 4.0. Estamos falando de um edital com R$ 30 milhões em recursos do Procel, além do apoio técnico da rede SENAI”, explica. Juliana ainda reforçou que, por ter alcance nacional, as propostas poderão contar com a estrutura capilarizada da rede SENAI.
Transformação de ideias em negócios sustentáveis
Para os especialistas envolvidos, o diferencial do programa está na capacidade de levar a inovação do campo experimental para a escala industrial. Para Renato Simão, coordenador de inovação e tecnologia do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, o Lab Procel cria condições reais para transformar ideias em negócios. “É um movimento que envolve toda a cadeia de inovação do SENAI e abre uma oportunidade para alavancar ideias ligadas à eficiência energética, especialmente nos níveis mais avançados de maturidade tecnológica”, destaca.
Suporte técnico e recursos não reembolsáveis
Um dos grandes atrativos para as startups e microempresas é a natureza do fomento oferecido pelo programa. Damian Horácio, gerente de Serviços Tecnológicos da FIRJAN, enfatiza o potencial financeiro e o caráter estruturante do edital. “É uma grande oportunidade para transformar um produto em desenvolvimento em um produto vendável, que gere receita. Trata-se de um recurso não reembolsável, no qual as empresas podem contar com todo o suporte da rede SENAI, incluindo compra de equipamentos, insumos e apoio técnico para levar a solução até o mercado”, afirma.
Com o lançamento oficial previsto para fevereiro, o setor produtivo agora se prepara para converter esse investimento em avanços práticos para a sustentabilidade energética brasileira.












