SaúdeNeuropsicóloga debate TEA e urgência do diagnóstico tardio

Neuropsicóloga debate TEA e urgência do diagnóstico tardio

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a urgência de políticas públicas para a causa foram o foco de um debate na 102.9 Amorim FM. Os convidados Heitor Rangel, gestor financeiro e administrativo, e Geise Recchia, neuropsicóloga e responsável técnica da Clínica Geise Recchia, localizada em Meleiro, destacaram a crescente demanda e criticaram a inação do poder público em municípios vizinhos, como Sombrio.

“Em oito meses de clínica, já fizemos mais do que em quatro anos de mandato”, afirmou Heitor, citando a experiência de Geise como ex-vereadora. Ele ressaltou que a criação de estruturas de apoio em cidades como Jacinto Machado e Turvo (com a associação Ampara) partiu, em grande parte, da própria sociedade, com pouca efetividade do poder público.

A urgência do diagnóstico e da inclusão

Geise Recchia enfatizou que a demanda pelo tratamento de TEA é crescente e inadiável, com projeções indicando que a prevalência pode chegar a 1 em cada 31 crianças até 2030.

Em relação ao ambiente escolar, a neuropsicóloga defendeu a inclusão e a necessidade de apoio especializado. “A ideia é justamente o contrário [de separar], é incluir, porém, se faz necessário, sem sombra de dúvidas, um apoio dentro de sala de aula […] de um professor auxiliar capacitado”, explicou, destacando que muitas vezes este apoio é oferecido por estagiários sem a devida formação.

A especialista também alertou para a dificuldade no diagnóstico, especialmente para o Nível de Suporte 1, pois “o autismo não tem cara”.

“O diagnóstico é clínico, precisa ser acompanhado sistematicamente por um tempo para se poder chegar a uma conclusão. O que está acontecendo agora são diagnósticos tardios demais.”

Sinais de alerta para pais

Os convidados detalharam os sinais que pais e familiares devem observar em crianças para buscar uma avaliação multi-profissional:

  • Interação Social: Dificuldade de contato visual, falta de sorriso social, e evitar interagir.
  • Comunicação: Atraso na fala, preferência por gestos, ou dificuldade em responder ao ser chamado pelo nome.
  • Comportamento: Comportamentos repetitivos (como balançar as mãos ou o corpo), interesse restrito por determinados objetos, e brincadeiras sem a função adequada (como girar a roda de um carrinho em vez de fazê-lo andar).
  • Sensibilidade Sensorial: Reações exageradas a sons (barulhos altos como liquidificador ou palmas em aniversários), luzes, texturas e sabores.
  • Rotina: Forte resistência a mudanças na rotina ou no ambiente.

Os especialistas reforçaram que o tratamento deve incluir o suporte à família. “Os pais precisam de acompanhamento tanto quanto o autista”, disse Heitor, citando a psicóloga Érika. O esgotamento físico e mental dos responsáveis exige um olhar de fora para desenvolver estratégias e auxiliar no manejo diário.

A Clínica Geise Recchia e seus serviços

A Clínica Geise Recchia, localizada em Meleiro, atende com uma equipe multidisciplinar de 15 profissionais, incluindo psicólogos, neuropsicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, e até mesmo nutricionistas especializadas em autismo.

Heitor Rangel destacou que a clínica oferece o mesmo tratamento de excelência tanto para pacientes particulares quanto para aqueles atendidos via SUS.

A Clínica atende de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 20h. Para informações sobre agendamentos ou o trabalho desenvolvido, os interessados podem entrar em contato:

  • Endereço: Rua 20 de Dezembro, Meleiro (próximo ao Super Cooper).
  • Redes Sociais: @clinicageiserecchia
  • Telefone/WhatsApp: (48) 99932-1143

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