A manutenção de pensões vitalícias para filhas solteiras e viúvas de ex-ministros e antigos servidores do Supremo Tribunal Federal (STF) gera um custo de R$ 4,8 milhões por ano aos cofres públicos. Segundo levantamento do colunista Lúcio Vaz, da Gazeta do Povo, divulgado pela Revista Oeste nesta segunda-feira (27), o gasto mensal com esses benefícios alcança a marca de R$ 370 mil. A continuidade dos pagamentos ocorre devido à natureza vitalícia das concessões atreladas ao histórico administrativo da Corte em Brasília.
Valores individuais atingem o teto constitucional
O levantamento detalha que, em determinados casos, as remunerações destinadas a este grupo de beneficiários atingem o teto do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46 mil. De acordo com as informações da Revista Oeste, Maria Ayla de Vasconcelos, filha do ex-ministro Abner de Vasconcelos, recebe uma pensão mensal de R$ 46,4 mil.
O mesmo valor é destinado a Maria Lúcia Rangel de Alckmin, filha do ex-ministro José Geraldo de Alckmin. Outro caso de destaque é o de Alda Gontijo Correia, viúva do ex-ministro e ex-senador Maurício Corrêa, que recebe mais de R$ 40 mil mensais do STF e “ainda acumula outra pensão paga pelo Senado”.
Despesas com pensionistas de ex-servidores
Além das famílias de magistrados, a folha de pagamentos inclui beneficiários de antigos funcionários da Corte. Atualmente, a despesa mensal para 13 pensionistas de ex-servidores do STF totaliza quase R$ 240 mil. Entre os nomes listados pela publicação, Nina Wiebusck recebe cerca de R$ 25 mil por mês, o que gera um impacto anual de aproximadamente R$ 320 mil.
Outras beneficiárias, como Celi da Silva Souza e Simone Cartier, contam com benefícios mensais de R$ 23,8 mil e R$ 22,3 mil, respectivamente. Somados, os pagamentos anuais destinados a essas duas pensionistas ultrapassam a marca de R$ 600 mil.











