A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta terça-feira (10/02) a Operação Carga Dividida. A ação visa desarticular uma organização criminosa especializada em descaminho, contrabando e lavagem de dinheiro na fronteira entre o Brasil e o Uruguai. O grupo é suspeito de introduzir bebidas alcoólicas de forma irregular no território nacional, utilizando falsas viagens de turismo para mascarar a prática ilícita.
Durante a ofensiva, os agentes cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e 41 medidas restritivas em cidades de Santa Catarina. A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de até R$ 31 milhões em contas bancárias vinculadas aos investigados, além do sequestro de imóveis e veículos avaliados em R$ 9 milhões.
Logística do crime
As investigações apontam que a organização utilizava ônibus de excursão que partiam de Criciúma (SC) com destino a cidades fronteiriças, com foco em Jaguarão (RS). O grupo recrutava pessoas para figurarem como passageiros e utilizava as cotas individuais de isenção de impostos de free shops para internalizar grandes volumes de mercadorias sem o devido pagamento de tributos.
As ordens judiciais foram concentradas em nove municípios catarinenses. Criciúma e Jaguaruna registraram o maior número de intervenções, com quatro mandados cada. Também houve diligências em Tubarão, Içara, Itajaí, Sombrio, Passo de Torres, Balneário Gaivota e Balneário Rincão.
Restrições judiciais
Além do confisco de bens, o Judiciário impôs restrições de deslocamento aos envolvidos. Os principais investigados estão proibidos de deixar o país e foram obrigados a entregar seus passaportes às autoridades.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou o número total de detidos, permanecendo focada na análise dos materiais apreendidos para identificar outros possíveis integrantes da rede de lavagem de dinheiro.












